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17 de setembro de 2012

Vi na Livraria: O Museu do Peixe Morto, de Charles D'Ambrosio



Basicamente, o motivo pelo qual O Museu do Peixe Morto me atraiu em meio a tantos outros títulos, todos misturados em um display na livraria, foi justamente o próprio título. Através da sinopse, percebi que o livro é notável e merece atenção. Digam se não estou certa:

O MUSEU DO PEIXE MORTO, de Charles D'Ambrosio, Ed. Grua, 2010.

Os oito contos de O Museu do Peixe Morto apareceram originalmente em importantes publicações americanas como The New Yorker e fizeram parte de coletâneas como The Best American Short Stories (2004 e 2005). No Brasil, o conto "Roteirista" foi publicado pela Serrote (número 3, dezembro de 2009), que apresentou o autor como “um dos mais hábeis e envolventes narradores norte-americanos da atualidade”.

No conto "O esquema geral das coisas", um casal de picaretas sai pelo interior, em meio a fazendas de milho e caipiras, tentando conseguir dinheiro à custa de pequenos golpes. Um casal de velhos os acolhe, e essa é uma boa medida do trabalho de D'Ambrosio, que se equilibra com maestria no falso paradoxo entre vidas à margem e lirismo. As personagens são acolhidas. Os tipos esquisitões, tão comuns no imaginário da sociedade americana, ganham aqui um novo e desassombrado olhar. O menino que mora no orfanato de freiras e cujo pai ficou incapaz num acidente que matou a mãe; o roteirista bem-sucedido que é internado com diagnóstico de suicida em uma clínica psiquiátrica; o homem que conserta máquinas de escrever, ofício que herdou do pai e que não poderá passar ao filho, esquizofrênico; o rapaz que sai em direção ao mar com a urna de cinzas do avô, dando carona a estranhos.

Charles D’Ambrosio escreve sobre os Estados Unidos dos pequenos dramas, e é do país oculto na grande e heróica nação que ele extrai a matéria-prima para sua literatura, que tem conquistado crítica e público.

24 de agosto de 2012

Vi na Livraria: Borralheiro (minha viagem pela casa), de Fabrício Carpinejar



Há alguns anos li, assim por acaso e de um só fôlego, os textos de Canalha!. E foi uma deliciosa descoberta, já que não conhecia nada do autor. Nele, Carpinejar me cativou com o humor de suas crônicas, com a figura do homem dos dias atuais, seu comportamento e seu papel – ambos em constante transformação.
Por isso escolhi Borralheiro para o Vi na Livraria. Uma outra faceta do homem contemporâneo. Um livro que me atrai e que quero, um dia, ler.

BORRALHEIRO (minha viagem pela casa), de Fabrício Carpinejar, Ed. Bertrand Brasil, 2011.

O homem é o novo dono do lar. O novo romântico. O novo casamenteiro. Não tem vergonha de chorar, lembra a data do primeiro beijo e conhece de cor e salteado onde ficam as toalhas e quais estão secas.

Em 100 crônicas, o escritor confidencia as estratégias divertidas de sedução e faz advertências saborosas, como nunca mexer no umbigo da namorada ou apertar suas bochechas. Em altas doses de lirismo e humor, Carpinejar embarca em uma viagem sem volta pela residência. Passeia por cada cômodo, brincando com as diferenças do comportamento entre marido e mulher e destruindo condicionamentos do sexo e do amor. O escritor não foge de uma boa discussão de relacionamento, tanto que acha que a briga deveria ser profissionalizada com O Dia da DR.

Depois dos sucessos de Canalha! e Mulher Perdigueira, Carpinejar retrata a mudança do comportamento masculino. Descobre agora o Borralheiro, personagem que não se sente menosprezado por cuidar das tarefas domésticas. O autor convida cada um a repensar a rotina e se apaixonar novamente pelo casamento. Se em Canalha!, ele indicava a importância dos bicos da caixa de leite, aqui divide com a mulher copos de requeijão e iogurte.

Para ler algumas das crônicas de Borralheiro, acessem a página do livro.

30 de julho de 2012

Vi na Livraria: Triângulo das Águas, de Caio Fernando Abreu



Para o Vi na Livraria de hoje decidi escolher uma das obras de um autor que há tempos quero descobrir. Triângulo das Águas atraiu bastante minha atenção e me deixou curiosa, assim como alguns outros livros do autor (por exemplo, Morangos Mofados e Pequenas Epifanias, entre outros).


TRIÂNGULO DAS ÁGUAS, de Caio Fernando Abreu, ed. Agir

A janela escancarada abre-se para a noite enorme lá fora, onde ruge uma cidade estufada de rumores e procuras. Nesse ambiente, cinza e chuvoso, movem-se as personagens-zumbis de Caio Fernando Abreu.

Reconhecido com o Prêmio Jabuti – a naior honraria literária brasileira –, Triângulo é também um título exemplar do ponto de vista do estilo do autor: nas linhas das novelas que o compõem – Dodecaedro, O marinheiro e Pela noite – encontram-se cristalizadas algumas constantes na obra de Caio. A alma perdida em busca de alguma coisa (às vezes afeto), a verborragia e as referências que, longe de afetadas, exalam sinceridade e aproximam os leitores, a vida sob o signo da madrugada, as boas-vindas aos mistérios da existência, concretizados, neste livro, pela presença da astrologia (inclusive no título), e o tom confessional-desesperado.

Ao leitor destas novelas (ou noturnos, como o autor as chamou) não restará dúvidas quanto às razões por que Caio Fernando Abreu é considerado um dos escritores mais criativos e inovadores surgidos no Brasil nas últimas três décadas do século 20.

5 de junho de 2012

Vi na Livraria: Em Caso de Felicidade, de David Foenkinos



EM CASO DE FELICIDADE, de David Foenkinos, ed. Rocco

O que fazer quando um casal não consegue suportar a lembrança dos dias felizes do início do relacionamento e contrapô-la com a entediante rotina de um casamento que já dura oito anos? Em Caso de Felicidade acompanha o irresistível fascínio de um casal por uma arrebatadora história de amor. Ao sair em busca de aventuras extraconjugais, Jean-Jacques e Claire se deparam com um turbilhão de emoções que acabará levando-os de volta na direção um do outro, mesmo que não se deem conta disso inicialmente. Como nos filmes de François Truffaut, o romance de David Foenkinos tece uma delicada trama de relações amorosas em tom de comédia sentimental.

Felizes, nos tornamos um pouco desajeitados aos olhos do mundo, além de termos a medida exata do que é ou pode vir a ser a infelicidade. No ápice de uma alegria maior que ele, Jean-Jacques reflete, através de um narrador perspicaz: "Um futuro terrível se projetava diante dele, em sombras imprecisas. Ninguém sabia o que fazer em caso de felicidade. Havia seguro de vida, seguro para veículos e para morte ocorrida dentro de algum veículo. Mas quem nos protegerá da felicidade? Ele acabava de perceber que essa felicidade, tão forte como se tornara, era a pior coisa que podia ter-lhe acontecido."

A curiosidade e o interesse pelas obras do autor e roteirista francês David Foenkinos me motivaram a mostrar Em Caso de Felicidade aqui.
Do autor, tenho o livro La Délicatesse – cuja edição brasileira chama-se A Delicadeza –, ainda não lido, que deu origem ao filme A Delicadeza do Amor, estrelado por Audrey Tautou. O filme, em cartaz desde o final de maio, tem roteiro por David Foenkinos e é dirigido pelo autor e seu irmão, Stéphane Foenkinos.

16 de maio de 2012

Vi na Livraria: especial "Mães"



Ainda em clima de Dia das Mães, venho mostrar para vocês alguns livros que vi na livraria que trazem a figura da mãe como tema central. O legal é que são leituras que certamente agradarão em dose dupla – tanto às mães quanto às filhas. E tem para todos os gostos: crônicas bem-humoradas, enredos comoventes, e até chick-lit.



A FILHA DA MINHA MÃE E EU, de Maria Fernanda Guerreiro, ed. Novo Conceito
Sensível e tão real a ponto de fazer você se sentir parte da família, A filha da minha mãe e eu conta a história do difícil relacionamento entre Helena e sua filha, Mariana. A história começa quando Mariana descobre que está grávida e se dá conta de que, antes de se tornar mãe, é preciso rever seu papel como filha, tentar compreender o de Helena e, principalmente, perdoar a ambas. Inicia-se, então, uma revisão do passado – processo doloroso, mas imensamente revelador, pautado por situações comoventes, personagens complexos e pequenas verdades que contêm a história de cada um.







MINHA VIDA COM MAMÃE E OUTRAS HISTÓRIAS DE FAMÍLIA, de Bety Orsini, ed. Rocco
Autora de Cartas do coração – Uma antologia do amor, a jornalista Bety Orsini se volta agora para a sempre tumultuada relação entre mãe e filha. As crônicas mostram o zelo, a implicância, a cumplicidade, o desejo de aprovação e, acima de tudo, o amor incondicional que permeia toda relação mãe e filha, em textos comoventes e muitas vezes hilariantes.
Bety adora implicar com dona Amélia, mas basta abrir a boca com mais uma reclamaçãozinha para receber na hora uma resposta espirituosa da mãe. O pensamento perspicaz e a rapidez das respostas da senhora de 80 e poucos anos – algumas delas funcionando como verdadeiras alfinetadas na pose da filha – provocam o riso não apenas de Bety, mas de quem toma conhecimento das histórias narradas por ela. Dona Amélia já foi tema de inúmeros textos da jornalista e agora algumas dezenas deles foram reunidos no lançamento Minha vida com mamãe e outras histórias de família.




MÃES EM GUERRA, de Jill Kargman, ed. Planeta
Um retrato maldosamente divertido de mães indiscutivelmente exageradas. Toda mãe é capaz de cometer loucuras pelo bem de seu filho. Mas o que fazer quando a loucura vira o normal? Ao mudar-se para um dos bairros mais elegantes de Nova York com o marido Josh e a filha Violet, de dois anos, Hannah Allen se vê não só diante de um estilo de vida totalmente diferente do seu como no meio de uma verdadeira guerra de mães. Por trás da aparência de bonequinhas de luxo, suas novas vizinhas revelam-se beeem cruéis, prontas para destruir qualquer uma que represente a ameaça de ser uma mãe “melhor” do que elas.
Neste livro, Jill Kargman aposta em um novo gênero que vem conquistando fãs no mundo inteiro – o "mom-lit". Seguindo o ritmo de Sex and the City e Bridget Jones, só que com protagonistas-mães, o romance teve seus direitos vendidos para oito países, além do Brasil.

10 de março de 2012

Vi na Livraria: Dublinesca


DUBLINESCA, de Enrique Vila-Matas, ed. Cosac Naify

Oitavo título de Enrique Vila-Matas publicado pela Cosac Naify, Dublinesca narra a história de um renomado editor catalão, Samuel Riba, que chega à meia-idade imerso numa profunda crise existencial, amorosa, sentimental e histórica. Abstêmio e aposentado, trocou o álcool pelo computador e ressente-se da falta de uma vida social agitada, com autores e eventos literários. Riba deseja estar em Nova York, “o centro do mundo”, onde vive seu amigo Paul Auster. Mas seu provincianismo, e a vontade de dar o que chama de “salto inglês”, o faz buscar refúgio em Dublin, na Irlanda. Lá, guiado pelo Ulysses, de James Joyce, e imaginando-se testemunha da grande crise editorial do século – o atropelo do livro impresso pelo digital –, Riba pretende comemorar o bloomsday e promover um “funeral íntimo” de uma época: velar a passagem da era de Gutenberg para a do Google. A orelha da edição brasileira é assinada pelo escritor argentino Ricardo Piglia.

30 de janeiro de 2012

Vi na Livraria ESPECIAL: PsyVamp - Sua alma, num piscar de olhos


Este Vi na Livraria é especial pelo seguinte motivo: tem um conto meu nesta antologia! Pelo menos, é especial para mim! ^^
Confiram abaixo a sinopse do livro.
Em tempo: meu conto chama-se Dança em Gotas.


PSYVAMP - Sua alma, num piscar de olhos, vários autores, ed. Infinitum Libris
Eles estão em toda parte à procura de alimento. Escolhem suas vítimas e saciam sua fome silenciosamente, sem serem notados. São predadores. Vampiros. Mas não espere por grandes presas e mordidas no pescoço. Esse tipo de vampiro não se alimenta de sangue. Seriam eles bons, malignos ou apenas uma força da natureza? Você se tornaria um deles se pudesse? Ou os combateria, buscando formas de se proteger? Quais as intenções das Ordens Iniciáticas vampíricas? Antologia em ebook com participação de Adriano Siqueira e prefácio de Anny Lucard. www.editorainfinitum.com

Disponível em ebook.

Ah, adicionem PsyVamp no SKOOB! =)

Vi na Livraria ESPECIAL: PsyVamp - Sua alma, num piscar de olhos


Este Vi na Livraria é especial pelo seguinte motivo: tem um conto meu nesta antologia! Pelo menos, é especial para mim! ^^
Confiram abaixo a sinopse do livro.
Em tempo: meu conto chama-se Dança em Gotas.


PSYVAMP - Sua alma, num piscar de olhos, vários autores, ed. Infinitum Libris
Eles estão em toda parte à procura de alimento. Escolhem suas vítimas e saciam sua fome silenciosamente, sem serem notados. São predadores. Vampiros. Mas não espere por grandes presas e mordidas no pescoço. Esse tipo de vampiro não se alimenta de sangue. Seriam eles bons, malignos ou apenas uma força da natureza? Você se tornaria um deles se pudesse? Ou os combateria, buscando formas de se proteger? Quais as intenções das Ordens Iniciáticas vampíricas? Antologia em ebook com participação de Adriano Siqueira e prefácio de Anny Lucard. www.editorainfinitum.com

Disponível em ebook.

Ah, adicionem PsyVamp no SKOOB! =)

9 de dezembro de 2011

Vi na Livraria: E As Estrelas, Quantas São?


E AS ESTRELAS, QUANTAS SÃO?, de Giulia Carcasi, ed. Planeta

Este é um livro a duas vozes.
De um lado, Alice, uma garota inteligente e sonhadora, que algumas vezes se sente deslocada em meio à multidão. De outro, Carlo, sensível e autêntico, diferente dos garotos de sua turma. Dois jovens corações que se veem diante do desafio de enfrentar um mundo adulto que ainda não conhecem.



Alice e Carlo sempre foram amigos, daqueles que se entendem apenas com olhares e sorrisos, entretanto algumas de suas escolhas acabam levando-os a caminhos distintos. Alice conhece Giorgio e se encanta por ele. E Carlo é seduzido por Ludovica, uma das meninas mais populares da escola.

Rumos que vão levá-los a vivenciar grandes descobertas e, quem sabe, ajudá-los a perceber que suas histórias, assim como as pessoas, não foram feitas para ficar sozinhas.

Honestamente, não sei se este é só mais um livro adolescente ou se o enredo surpreende de verdade. Mas ao vê-lo na livraria, um "detalhe" atraiu bastante minha atenção e foi suficiente para me deixar curiosa: o livro é dividido em duas partes, e tem duas capas - uma na "frente" e a outra no que seria a contracapa. Para ler a parte referente à Alice, deve-se começar pela respectiva capa; para ler a parte referente ao Carlo, vira-se o livro ao contrário e começa-se a leitura pela capa do Carlo. Característica, no mínimo, interessante, não?!

SOBRE A AUTORA: Giulia Carcasi nasceu em 1984 em Roma, cidade onde vive e estuda Medicina. Quantas Estrelas Tem o Céu? é o seu primeiro romance e chegou aos tops dos livros mais vendidos em Itália.

1 de outubro de 2011

Vi na Livraria: Sapatos de Arrasar


SAPATOS DE ARRASAR, de Laura Levine, editora Arx

Quando abraçou a oportunidade de escrever anúncios para uma sofisticadíssima loja de roupas de Los Angeles, Jaine Austen não poderia imaginar que acabaria envolvida em uma história de assassinato. Por artimanhas do destino, é ela quem encontra o corpo de Frenchie, a nova diretora, com o salto finíssimo do sapato de grife enfiado no pescoço. A polícia suspeita de uma jovem vendedora da loja. Convencida de sua inocência, Jaine decide ajudá-la, atuando como detetive particular. Uma tarefa difícil. Em primeiro lugar, pelo excesso de suspeitos - Frenchie, ambiciosa e voraz, colecionava amantes e inimigos. Em segundo lugar, porque o mundo fashion é uma incógnita para a desajeitada e gorducha Jaine - que para solucionar o mistério e salvar a própria vida conta apenas com o apoio emocional de sua gata Prozac e de algumas guloseimas nada diet.

28 de agosto de 2011

Vi na Livraria: Fama - Um romance em nove histórias


FAMA - Um romance em nove histórias, de Daniel Kehlmann, Companhia das Letras.

Esta obra contém nove histórias que se entrelaçam, onde o autor examina como a fama e muita publicidade, a alienação e as tecnologias podem deixar as pessoas confusas e vazias. Boa parte das narrativas que compõem este romance tem origem num mal-entendido. São situações bizarras, causadas muitas vezes pela inversão de papéis entre quem vive a fama e o anonimato, ou por alguém que abandona a vida ordinária para viver algo extremo ou tomar uma decisão inusitada. O autor explora a fronteira entre ficção e realidade e mostra como a exposição, seja num livro, na televisão, nos celulares ou na internet, pode tornar as pessoas vulneráveis e mesmo causar a perda da identidade.



A escolha da obra para o Vi na Livraria foi feita totalmente por acaso. Simplesmente me deparei com o livro, achei a capa interessante e, ao ler a sinopse, foi "atração à primeira vista"!
As resenhas disponíveis no Skoob me empolgaram, apesar de somente aparecer em pouquíssimas estantes como lido.
Se alguém já leu o livro, gostaria imensamente de conhecer mais opiniões a respeito dele.

1 de agosto de 2011

Vi na Livraria: Diário de Livros / Book Journal


Ok, a escolha da vez não é bem um livro. São caderninhos simpáticos feitos para registrar os livros que lemos, uma espécie de "diário de leituras". O que vi na livraria mesmo foi este logo abaixo (e foi o que eu mais gostei), intitulado Diário de Livros. A capa simples e divertidinha me chamou a atenção logo de cara.

DIÁRIO DE LIVROS, de Rotraut Suzanne Berner, ed. Octavo.

Este "Diário de Livros" será o seu livro mais pessoal. Nele você poderá anotar as datas de aniversários, os livros presenteados, os livros ideais para dar de presente, os livros pegos emprestados, os livros que foram emprestados, os livros que gostaria de ler, os livros lidos, suas livrarias preferidas e, no final, um ABC/glossário do livro.






Já a versão Moleskine é bem cool. A capa é composta de nomes de vários livros famosos em baixo relevo. A organização é feita por ordem alfabética, como um índice telefônico (um aspecto negativo, na minha opinião), e vem com marcador e cartela de adesivos. Só está disponível em inglês e é importado, mas é possível encomendá-lo em algumas livrarias de grande porte.


BOOK JOURNAL, Moleskine.

Inclui marcador de fita e marcador solto, bolsinha interna expansível, seções em ordem alfabética, cartela de adesivos e páginas adicionais em branco.



Os dois são lindos e dá vontade de comprar sem pensar duas vezes. Porém o preço é ligeiramente salgado...
Certamente não durariam tanto nas mãos de leitores ávidos, que completariam as páginas deles super rápido. Ainda assim, acho uma ideia legal, ainda mais porque hoje em dia a gente costuma ter tudo online, então acaba sendo sempre mais especial ter algo “palpável”, um lugarzinho só nosso para escrever, folhear de vez em quando, relembrar algum detalhe mais singular de determinado livro.
Os diários de leitura também são perfeitos para presentear aquele amigo(a) especial aficionado por livros. São “mimos” delicados e bem peculiares. =)

18 de julho de 2011

Vi na Livraria: A Camareira, de Markus Orths


A CAMAREIRA, de Markus Orths, L&PM Editores.

Lynn Zapatek vive desconectada do mundo. Trabalha no Hotel Eden, recolhendo toalhas sujas do chão, limpando vasos e banheiras, organizando os quartos enquanto os hóspedes estão fora. Ela é boa no que faz, e o faz com esmero: não se contenta em limpar a superfície visível dos móveis; com o auxílio de uma faca ela acessa cantos difíceis, redutos de poeira há muito esquecidos, e liquida nódoas aparentemente irredutíveis. Somente por meio dos objetos e pertences de desconhecidos é que ela consegue participar do jogo da vida. Lynn não se apressa ao imaginar se uma hóspede dormiu com ou sem pijama, por que outra trouxe um secador de cabelo, quando cada quarto do hotel conta com o seu próprio.

Um dia, em meio a devaneios voyeurísticos, o hóspede do quarto 303 retorna. Lynn se esconde embaixo da cama. Uma nova possibilidade se abre para sua existência: a partir de então, todas as terças-feiras ela vai se refugiar embaixo da cama de um hóspede. Markus Orths, um dos mais premiados e promissores jovens nomes das letras alemãs, mescla fetiches, manias e suspense num celebrado e inusitado romance sobre a solidão e a incomunicabilidade.

Não pude deixar de trazer A Camareira, de Markus Orths, a este Vi na Livraria. Sério, o livro me pareceu fantástico e tenho mesmo vontade de acrescentá-lo a minha (já imensa) lista de futuras leituras. Suas 133 páginas não seriam responsáveis por "atrasar" minhas leituras... É, realmente vale a pena considerar a possibilidade de acolher mais um livrinho. Sem falar que a capa me atraiu bastante (adoro essa imagem retrô da camareira).

E olha só que interessante: no site da editora tem uma matéria na qual o colunista José Castello comenta o livro A Camareira (saiu no caderno Prosa & Verso do jornal O Globo no dia 26/02/2011). Clique aqui para ler a matéria. Gostei muito do que o José Castello escreveu, e ao ler a matéria minha curiosidade em relação ao livro aumentou incontrolavelmente.

9 de junho de 2011

Vi na Livraria: A Descoberta das Bruxas


A DESCOBERTA DAS BRUXAS - Deborah Harkness - Ed. Rocco

A respeitada pesquisadora Diana Bishop passou a vida tentando negar a sua verdadeira identidade. Filha única de pais bruxos, ela se torna órfã aos sete anos e passa a rejeitar as suas habilidades mágicas, determinada a se parecer o máximo possível com os humanos. Quando descobre acidentalmente um misterioso manuscrito escondido há séculos, Diana traz à tona um mundo sobrenatural aterrador, com uma horda de demônios, vampiros e bruxas. A partir daí, a aventura de Diana por 1500 anos de histórias está apenas começando. Diana Bishop, é tragada contra a vontade para um turbilhão de conspirações e disputas de poder em torno do exemplar perdido Ashmole 782. O manuscrito, redigido pelo alquimista Elias Ashmole, é encontrado por Diana na biblioteca em que pesquisa. Ao tocar o livro, ela sente uma atração irresistível por ele, algo poderosamente mágico, que a faz levá-lo para casa. O que ela não imagina é que o manuscrito é procurado há anos, e cobiçado por seres que ultrapassam a esfera humana, como demônios e vampiros. Um dos interessados na obra do alquimista é Matthew Clairmont, um geneticista com paixão por Darwin. Charmoso e misterioso, apesar da aparência jovem, Matthew vaga pela Terra há mais de 1500 anos. O vampiro se aproxima de Diana, despertando nela uma forte desconfiança de que, por trás de todo o seu galanteio, se esconda apenas o interesse em obter o livro. Os motivos de sua busca pelo exemplar não são revelados, mas o afeto dele pela poderosa bruxa não demora muito a ficar claro. Diana, relutante em assumir sua natureza de bruxa, também resiste a admitir seus sentimentos pelo vampiro. O casal, no entanto, não demora a se formar.

Apesar de ser um livro já bem conhecido de todos, achei interessante colocar a sinopse dele aqui no Vi na Livraria. Motivos, existem de sobra: recém-lançado no Brasil, o romance alcançou os primeiros lugares nas listas dos mais vendidos nos EUA e foi bastante disputado na Feira de Frankfurt em 2009. Além disso, o livro chama a atenção, seja pela capa ou por suas 640 páginas.
A autora, Deborah Harkness, tem participação confirmada na Bienal do Livro do Rio, que acontecerá de 1º a 11 de setembro no Riocentro.

Sobre a autora: Deborah Harkness é especializada em história da ciência, magia e medicina. Além de escrever e lecionar em uma universidade da Califórnia, é apaixonada por vinhos e mantém um premiado blog sobre o assunto, Good Wine Under $20. A Descoberta das Bruxas é seu romance de estreia.

18 de abril de 2011

Vi na Livraria: A Mulher de Vermelho e Branco


A MULHER DE VERMELHO E BRANCO – Contardo Calligaris
Carlo Antonini recebe uma nova paciente em seu consultório, em Nova York. O que parece uma consulta trivial, pouco antes de uma viagem que o terapeuta fará a São Paulo para uma palestra e alguns dias de férias, desencadeia uma trama envolvendo um casamento conturbado, uma organização suspeita de terrorismo, um assassinato e uma história familiar de vingança. O livro traça o paralelo aparentemente improvável entre o que Antonini desconfia se esconder sob as palavras de sua paciente - a descrição de uma festa com seus dois filhos na qual tudo será "vermelho e branco" - e o encontro fortuito, num restaurante do bairro da Liberdade, com uma namorada vietnamita dos tempos em que morou em Paris.

A Mulher de Vermelho e Branco no SKOOB


Livro fresquinho - 1ª edição lançada agora em 2011 -, e mesmo na página do Skoob não há nada sobre ele, apenas a sinopse. Não pude esconder a curiosidade e é por isso que ele foi a escolha para este Vi na Livraria.

Sobre o autor: Contardo Calligaris, psicanalista e ensaísta, nasceu na Itália e se formou na França, onde viveu 20 anos. Casado com uma brasileira, radicou-se no Brasil, onde atende e assina uma coluna na Folha de S. Paulo. Foi professor da New School for Social Research, em Nova York, e da Universidade de Berkeley.

6 de março de 2011

Vi na Livraria: A Ninfa Inconstante


A NINFA INCONSTANTEGuillermo Cabrera Infante
Estela ainda não tem dezesseis anos nem entende o palavrório do crítico de cinema que por ela caiu de amores. Ele é bem mais velho, e tem uma esposa que cansou de esperá-lo acordada. Mas essa não é outra história de amor em que um intelectual maduro se deslumbra pela beleza de uma adolescente ingênua. Porque Estela é tudo, menos inocente. Ao ritmo do bolero e dos sons ruidosos e sensuais da Havana pré-revolucionária, 'A ninfa inconstante' é construído sobre a mais sólida fundação do processo criativo, a memória. O livro desdobra-se sob o olhar do leitor como o palimpsesto vitalista de uma época única na história de Cuba, em que as referências e alusões pessoais, literárias, musicais e cinematográficas adquirem uma importância primordial.

A Ninfa Inconstante está aqui no Vi Na Livraria mas, pensando bem, é capaz que eu adicione o livro à minha extensa (e interminável) fila de leitura, tamanha a minha vontade de lê-lo. Sempre fui admiradora da América Latina e tenho bastante interesse pela literatura e cinema latinos, embora meus conhecimentos a respeito de ambos sejam ainda bastante superficiais. Um dos meus escritores favoritos é latino (trata-se do mestre García Márquez) e realmente acho que devo abrir um espacinho – ou melhor, um espação – a mais na minha fila de leitura para incluir mais autores latinos.

14 de agosto de 2010

Vi na Livraria: O Anatomista


O ANATOMISTA - Federico Andahazi
Os anatomistas - na Renascença - eram estudiosos do corpo humano. Mateo Colón era um desses anatomistas e, em meados do ainda obscuro século 16, se apaixona por uma meretriz veneziana - Mona Sofia. Mas a cortesã desdenha friamente dos sentimentos de Mateo. Ele inicia, então, a busca por uma poção, uma substância, qualquer coisa que possa fazer com que Mona se apaixone por ele. Pensando na mulher amada é que ele descobre as maravilhas operadas por uma parte da anatomia - e da alma - feminina totalmente desconhecida até então - o Amor veneris, ou, como é mais conhecido hoje, o clitóris. Porém, para transmitir seus novos conhecimentos a Mona, Mateo precisa antes enfrentar a Inquisição. Neste romance, Federico Andahazi combina todo o ardor e a elegância do seu estilo com uma visão do ser humano, atingindo a fórmula da sedução irremediável do leitor.

3 de julho de 2010

Vi na Livraria: Coração Apertado


CORAÇÃO APERTADO - Marie NDiaye
Com uma linguagem e uma atmosfera que lembram o melhor de Kafka, Coração apertado é um romance perturbador, narrado em primeira pessoa pela protagonista Nadia. Ela e Ange são um casal de professores de escola primária no interior da França, extremamente dedicado a seu ofício. De uma hora para outra, começam a notar que seus vizinhos, alunos, colegas e desconhecidos passam a olhá-los e tratá-los de modo diferente e violento, sem um motivo aparente. Já no início da narrativa, Ange é ferido e seu corpo passa por metamorfoses visíveis – outro acento kafkiano.
Com uma escrita sóbria e densa, Marie NDiaye cria um suspense apavorante, com toque de humor ferino e dilacerante, que não se desvia das tensões sociais da França de hoje. Nas palavras de Beatriz Bracher, que assina o texto de orelha da edição, “Coração Apertado é surpreendente e terrível até o final”.

Coração Apertado no SKOOB

3 de junho de 2010

Vi na Livraria: As Observações


AS OBSERVAÇÕES - Jane Harris
Escócia, 1863. A jovem irlandesa Bessy Buckley torna-se criada em uma propriedade rural em Edimburgo. Por saber escrever, é eleita a favorita da patroa, Arabella Reid. Intrigada com a insistência de Arabella em que ela mantenha um diário relatando desde as tarefas mais frívolas até seus pensamentos mais reservados, Bessy logo se vê explorando o mundo de segredos de Arabella, segredos que ocultam as misteriosas circunstâncias da morte de Nora, sua predecessora no Castelo Haivers.

As Observações no SKOOB

11 de maio de 2010

Vi na Livraria: O Devorador de Sonhos

Se minha fila de leitura não estivesse consideravelmente extensa, com certeza teria comprado este livro para ser devorado o quanto antes. Pareceu-me muito bom; apesar de tê-lo colocado aqui no Vi na Livraria, tenho planos de lê-lo no futuro (talvez a médio ou longo prazo).

O DEVORADOR DE SONHOS - Gordon Dahlquist
A história de O Devorador de Sonhos começa com um bilhete sucinto: uma carta de Roger Bascombe, noivo de Celeste Temple, escrita em papel timbrado e entregue pela criada numa bandeja de prata, dando fim ao relacionamento dos dois. Assim, sem maiores explicações e sob o clima austero da Inglaterra vitoriana, começa o romance de estreia do dramaturgo Gordon Dahlquist. A senhorita Temple, que foi para Londres em busca de um marido e não de aventuras, não se contenta com as explicações do bilhete e, tomada a decisão de investigar o motivo, vai parar num sinistro baile de máscaras.
Este é apenas o ponto de partida de uma jornada para bem longe do mundo respeitável que Temple estava acostumada. Para a jovem, a inexplicada rejeição funciona como estopim de uma busca aflita e atordoante, capaz de colocá-la em perigo iminente. Para se proteger, Temple contará com aliados importantes. O Cardeal Chang, homem de reputação tão baixa que foi contratado para matar um homem, se vê surpreso ao descobrir que seu alvo mascarado já foi assassinado antes mesmo de ele alcançá-lo. Ao perceber que não pode mais confiar em quem o contratou, se lança à caça de quem quer que esteja se antecipando aos seus passos.
E também o Doutor Svenson, que nunca pediu para ser anfitrião de um príncipe, mas se dedica ao posto da mesma forma. Até mesmo quando o gosto do príncipe pela devassidão o põe à mercê de tipos sinistros e de um processo diabólico que tem efeitos nefastos sobre a mente humana. O caminho destes três personagens os levará até o interior de uma propriedade em ruínas: a Mansão Harschmort. Palco de violência e libertinagem, a casa evoca as lembranças mais íntimas dos personagens de O Devorador de Sonhos, porque exatamente ali todos eles perderam alguém muito querido.

O Devorador de Sonhos no SKOOB

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