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18 de julho de 2011

Vi na Livraria: A Camareira, de Markus Orths


A CAMAREIRA, de Markus Orths, L&PM Editores.

Lynn Zapatek vive desconectada do mundo. Trabalha no Hotel Eden, recolhendo toalhas sujas do chão, limpando vasos e banheiras, organizando os quartos enquanto os hóspedes estão fora. Ela é boa no que faz, e o faz com esmero: não se contenta em limpar a superfície visível dos móveis; com o auxílio de uma faca ela acessa cantos difíceis, redutos de poeira há muito esquecidos, e liquida nódoas aparentemente irredutíveis. Somente por meio dos objetos e pertences de desconhecidos é que ela consegue participar do jogo da vida. Lynn não se apressa ao imaginar se uma hóspede dormiu com ou sem pijama, por que outra trouxe um secador de cabelo, quando cada quarto do hotel conta com o seu próprio.

Um dia, em meio a devaneios voyeurísticos, o hóspede do quarto 303 retorna. Lynn se esconde embaixo da cama. Uma nova possibilidade se abre para sua existência: a partir de então, todas as terças-feiras ela vai se refugiar embaixo da cama de um hóspede. Markus Orths, um dos mais premiados e promissores jovens nomes das letras alemãs, mescla fetiches, manias e suspense num celebrado e inusitado romance sobre a solidão e a incomunicabilidade.

Não pude deixar de trazer A Camareira, de Markus Orths, a este Vi na Livraria. Sério, o livro me pareceu fantástico e tenho mesmo vontade de acrescentá-lo a minha (já imensa) lista de futuras leituras. Suas 133 páginas não seriam responsáveis por "atrasar" minhas leituras... É, realmente vale a pena considerar a possibilidade de acolher mais um livrinho. Sem falar que a capa me atraiu bastante (adoro essa imagem retrô da camareira).

E olha só que interessante: no site da editora tem uma matéria na qual o colunista José Castello comenta o livro A Camareira (saiu no caderno Prosa & Verso do jornal O Globo no dia 26/02/2011). Clique aqui para ler a matéria. Gostei muito do que o José Castello escreveu, e ao ler a matéria minha curiosidade em relação ao livro aumentou incontrolavelmente.

14 de agosto de 2010

Vi na Livraria: O Anatomista


O ANATOMISTA - Federico Andahazi
Os anatomistas - na Renascença - eram estudiosos do corpo humano. Mateo Colón era um desses anatomistas e, em meados do ainda obscuro século 16, se apaixona por uma meretriz veneziana - Mona Sofia. Mas a cortesã desdenha friamente dos sentimentos de Mateo. Ele inicia, então, a busca por uma poção, uma substância, qualquer coisa que possa fazer com que Mona se apaixone por ele. Pensando na mulher amada é que ele descobre as maravilhas operadas por uma parte da anatomia - e da alma - feminina totalmente desconhecida até então - o Amor veneris, ou, como é mais conhecido hoje, o clitóris. Porém, para transmitir seus novos conhecimentos a Mona, Mateo precisa antes enfrentar a Inquisição. Neste romance, Federico Andahazi combina todo o ardor e a elegância do seu estilo com uma visão do ser humano, atingindo a fórmula da sedução irremediável do leitor.

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