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19 de dezembro de 2011

Cadê a literatura?

Para quem não sabe, no momento estou morando na cidade de Clermont-Ferrand (departamento de Puy-de-Dome), na França. E foi na edição de dezembro da revistinha do departamento que li uma notícia sobre o incentivo à leitura desde cedo – bem cedo. Trata-se de uma iniciativa muito legal: cada bebê nascido ou adotado no departamento recebe gratuitamente seu primeiro livro, no endereço de domicílio, entre o 3º e o 4º mês após o nascimento. Não é nem mesmo necessário que a família solicite. Cada ano, uma obra diferente é escolhida. A ação visa combater as desigualdades em relação ao acesso aos livros e à cultura literária, além de reforçar o fato de que, ao abrir um livro, os bebês dão os primeiros passos para um melhor desenvolvimento da linguagem. Além desta iniciativa, digna de ser tomada como exemplo, a midiateca departamental organiza desde 2010 uma programação especial para crianças de 6 meses a 6 anos de idade, que inclui espetáculos, encontros literários, exposições, leituras de contos e jogos para familiarizá-los com o universo da literatura.

Comecei o post compartilhando com vocês essa notícia porque ela me trouxe várias lembranças em relação a minha infância – mais precisamente à parte literária dos meus dias de criança –, e também para engatar um tópico sobre a disseminação da literatura entre as crianças.

Não me lembro de ter participado de eventos literários quando criança, mas é fato que desde cedo a literatura me encantava. Alguns livros continuam na minha memória e foram peça fundamental no desenvolvimento da minha paixão por literatura. São eles:


Os três continuam à venda, e acredito que também continuem a ser adotados pelas escolas. Li outros tantos livros também, mas estes foram os que mais me marcaram na infância (acho que li umas 20 vezes cada um!).

E a literatura não estava só nos livros! Quem foi criança em meados dos anos 90 certamente se divertia à beça com Castelo Rá-Tim-Bum. Quem não adorava quando as crianças entravam na biblioteca do castelo, habitada pelo Gato?! Lembro vivamente da Biba lendo poemas de Cecília Meireles – enquanto animações encantadoramente simples passavam na tela. Quer coisa mais linda que mostrar Cecília Meireles para as crianças de um jeito lúdico?

Grande parte do universo que embalou a infância de muitos durante os anos 90 foi perdida. Nostálgica demais? Talvez. Ainda assim, imagino que muitos concordem que a infância da geração nascida entre o início e o fim dos anos 80 teve um quê de mais especial, algo de mágico que hoje em dia – infelizmente – não existe mais. E a literatura – principalmente a brasileira – na TV infantil? Não sei aonde ela foi parar; se alguém souber, fique à vontade para se manifestar!

Apesar de tudo, é inegável que o cinema, através das adaptações, vem contribuindo bastante para a disseminação da literatura juvenil – ainda que a ênfase esteja nos jovens e não nos mais novinhos, e que a maioria massiva desse conteúdo venha de outros países. É incrível ver como personagens saem dos livros e ganham um espaço incrível em outros meios. Harry Potter com certeza foi divisor de águas em tal quesito.

Ainda que a literatura infanto-juvenil contemporânea tenha ótimas ferramentas para atrair as crianças e os livros para bebês se superem cada vez mais em criatividade, sou da opinião de que falta familiarizar os mais novos com alguns nomes consagrados da literatura nacional. Além do fator conhecimento, acredito que seria importante também no sentido de aprender a valorizar mais a literatura brasileira.

Inserir a literatura no dia-a-dia dos bebês; criar mais pontos de contato entre os grandes nomes da literatura nacional e as crianças; enraizar o gosto pela leitura e a importância de conhecer e reconhecer o que nosso país produziu e produz... Valorização da literatura brasileira = valorização da identidade e cultura nacionais. Meio utópico ainda? Espero realmente que, um dia, não mais o seja.

31 de outubro de 2011

Halloween (nostálgico!) = Livro + Filme

Post de Halloween um tanto quanto em cima da hora! Antes tarde do que nunca!

Especialmente para quem pretende passar a noite deste 31 de outubro em casa (até porque, no Brasil, a gente não tem o costume de festejar esta data realmente), aqui vai uma sugestão para transformar a noite de Halloween em sessão nostalgia. Não sei vocês, mas eu adooooro um bom momento de "volta à infância”.

Alguém se lembra do filme Convenção das Bruxas? Clássico, né!!! Mas talvez alguns de vocês não saibam que se trata de uma adaptação de um livro de Roald Dahl. Intitulado As Bruxas (exatamente como o título original do filme, The Witches), o livro foi originalmente publicado em 1983. Já o filme data de 1990 e traz um elenco memorável (Anjelica Houston, Rowan Atkinson).

O filme conta a história de Luke, um menino de 10 anos, que vai à Inglaterra com sua avó. Ao chegarem ao hotel, descobre que uma estranha convenção acontece por ali. Tendo ouvido da avó histórias e alertas contra as bruxas (que são difíceis de serem reconhecidas, já que se passam por pessoas normais), o garoto logo percebe que se trata de um encontro de bruxas, no qual elas traçam planos para transformar todas as crianças do mundo em ratos. O pequeno Luke acaba sendo descoberto em uma das reuniões, se torna vítima e acaba sendo transformado em rato junto com mais um menino chamado Bruno. Mesmo nesta condição, o garoto resolve impedir que este plano diabólico seja colocado em prática...

O filme é realmente especial, e o Halloween é um ótimo pretexto para vê-lo de novo! Para as gerações mais recentes que nunca o viram, recomendo fortemente (afinal, o universo infantil da geração dos 20 e poucos anos era muito mais legal! =P ). E, se a curiosidade falar alto, por que não ir atrás do livro também?!

Deem uma olhada na primeira parte do filme (dublado e com o logo do SBT no cantinho... sessão nostalgia mesmo!)...



“Bruxas de verdade se vestem com roupas comuns e parecem ser mulheres comuns. Elas vivem em casas comuns e têm empregos comuns. Todo país do mundo tem bruxas, e há uma que lidera: a chefe das bruxas de cada país. E quem governa todas elas é a pior mulher da Criação, a rainha das bruxas em pessoa.”

LIVRO: As Bruxas (de Roald Dahl, Ed. Martins Fontes)
FILME: Convenção das Bruxas (The Witches, de Nicolas Roeg, Reino Unido/EUA, 1990)

24 de outubro de 2011

Lançamento: O Dono da Lua, de Ronize Aline

Quem aqui já passou dos 20 mas ainda para na livraria para espiar algum livro infantil? Eu! Quem ainda se encanta com ilustrações e detalhes lúdicos dos livrinhos para os pequenos? Euuu!

Não tem nada mais gostoso que aquele sentimentozinho nostálgico que experimentamos ao nos depararmos com algo que remeta à infância. Pode ser um filme, um brinquedo, um livro... E não posso esconder que fiquei encantadinha com o lançamento do livro infantil O Dono da Lua, da escritora carioca Ronize Aline. O livro tem lançamento previsto para novembro pela Escrita Fina Edições, mas desde já a autora vem fazendo campanhas recheadas de novidades, brincadeiras e promoções nas mídias sociais.

Confiram o vídeo do livro:



O Dono da Lua tem um blog (destaque especial para os posts acerca das ilustrações do livro) e está no Facebook também.

E para quem tem criança na família (infelizmente não é o meu caso...), o livro pode ser uma excelente opção para o Natal.

23 de maio de 2011

Charlie et la Chocolaterie / A Fantástica Fábrica de Chocolate

O post de hoje traz um livro com uma história MUITO conhecida por todos, seja pelo próprio livro ou pelas 2 versões cinematográficas dele. Trata-se de A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Roald Dahl. Mas a leitura na qual me baseio ao escrever a resenha é a versão francesa do livro – Charlie et la Chocolaterie – que revela-se também um ótimo material para estudantes de língua francesa.

Mr. Willy Wonka est le plus incroyable inventeur de chocolat de tous les temps. Son usine, la chocolaterie Wonka, doit être un endroit vraiment magique !
L’extraordinaire histoire du jeune Charlie Bucket commence le jour où il gagne l’un des cinq tickets d’or permettant de visiter la mystérieuse fabrique du confiseur. Mais il est bien loin d’imaginer les folles aventures qui l’attendent...

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Ninguém sabia o que acontecia dentro daquela fábrica de chocolate. Tinha gente trabalhando nela, claro, mas ninguém entrava e ninguém saía. Só saiam os doces e os chocolates, bem embrulhadinhos, prontos para serem vendidos. Um dia, os portões da fábrica se abriram para cinco felizardos ganhadores do Cupom Dourado - e o mistério se desvendou.
O leitor é convidado a conhecer o rio de chocolate, a grama de açúcar mentolado, os caramelos de cabelo e mil outras delícias - tudo isso na companhia do incrível Sr. Wonka, o dono da Fantástica Fábrica de Chocolate.


Apesar de ser um livro claramente voltado ao público infanto-juvenil, ele tem tudo para agradar aos adultos também – em especial os que consideram o primeiro filme parte essencial de sua infância.

O livro fala sobre valores e comportamento, tudo muito bem encaixado nas características das personagens infantis que, de tão caricatas, chegam a ser hilárias. Aliás, todas as personagens do livro possuem essa característica caricata (também por tratar-se de um livro infanto-juvenil) e sempre fica muito claro quem é mocinho e quem é vilão. Willy Wonka é uma atração à parte; assim como nos filmes, no livro ele tem algo de levemente sarcástico, alguma malícia não óbvia, mas claro que em nível muito menor do que vemos nas versões cinematográficas. É difícil de saber se o colocamos na coluna dos bonzinhos ou na dos malvados, já que ele tem características de ambas. Eu diria até que ele é o único personagem verdadeiramente adulto (e real) do livro; mesmo os outros adultos (os pais e avós de Charlie e os pais das demais crianças) mostram sinais de uma personalidade mais simplificada, mais simples de ser compreendida.

O texto fácil e claro faz com que o livro possa ser lido em um único dia (pelos mais ávidos e com tempo). Além disso, a edição francesa que li (da Gallimard Jeunesse) traz as ilustrações de Quentin Blake, que ilustrou também outras obras de Roald Dahl. Seus traços simples ganham a simpatia do leitor e proporcionam um aspecto ainda mais lúdico à obra. Um super ponto positivo!

Algo que me surpreendeu um pouco foi perceber que o segundo filme (a formidável versão de Tim Burton, de 2005) é mais fiel ao livro que o primeiro filme, dirigido por Mel Stuart em 1971. Apesar disso, eu sempre preferi o filme antigão, que nos mostra um Willy Wonka muito mais irônico, e por vezes até cruel. Sem falar que os Oompa Loompas da primeira versão e suas musiquinhas são muito mais “cool”.  ;-)

Por falar nas musiquinhas... SIM, elas aparecem no livro!! Achei particularmente genial e, com certeza, é um dos pontos altos do livro.

Em suma, é um livro encantador, divertido e que traz importantes mensagens. Um livro mágico, como só Roald Dahl pode conceber. Penso que todo mundo deveria lê-lo em algum momento da vida.

Sobre a leitura do livro em francês, devo dizer que é excelente para a prática do idioma. Eu o recomendaria principalmente aos estudantes de nível intermediário, que já possuem algum conhecimento dos tempos verbais, para uma leitura mais rica (no site da editora, o livro é indicado à faixa etária dos 9 aos 13 anos). A leitura é simples, e é possível de ser feita mesmo sem o auxílio do dicionário (muitas palavras podem ser perfeitamente compreendidas pelo contexto). Para quem tiver interesse, acredito que o livro possa ser encomendado na Livraria Cultura ou na Saraiva.

Título: Charlie et la Chocolaterie
Autor: Roald Dahl
Editora: Gallimard Jeunesse (www.gallimard-jeunesse.fr)
Edição: 2007


Para alimentar um pouquinho a nostalgia...


Apesar de preferir a versão mais antiga, também gosto bastante da versão de Tim Burton (que, aliás, está entre meus diretores preferidos).


Título: A Fantástica Fábrica de Chocolate
Autor(a): Roald Dahl
Publicação original: 1964

15 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas / Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá

Apesar de ter considerado Alice no País das Maravilhas (Walt Disney) como um dos meus filmes preferidos quando criança (e até hoje sigo gostando!), nunca havia lido a obra original de Lewis Carroll. E agora que a li, posso dizer que me causou um impacto bastante positivo.

Neste livro, na verdade, estão as duas histórias protagonizadas por Alice: Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá. Nonsense e surreal são duas palavras que, de fato, definem a obra. Vemos em Alice uma menina corajosa, inteligente e racional, a quem as coisas mais fantásticas simplesmente vão acontecendo, sem muita lógica nem explicação. Uma atmosfera que flutua entre sonho e realidade é uma característica sempre presente. Embora alguns personagens sejam mais “fixos” e estejam presentes no decorrer da história, muitos outros personagens surgem e desaparecem de forma veloz, porém sempre com algo a ser dito – quer seja entendido ou não.

Para quem não conhece, em Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá, Alice atravessa para o outro lado do espelho e lá encontra um mundo diferente, com muitos conceitos invertidos e acontecimentos imprevisíveis, tendo como tema o jogo de xadrez. Já no conhecido Aventuras de Alice no País das Maravilhas, Alice cai em uma toca de coelho e é transportada para um mundo fantástico, repleto de personagens inusitados. O livro não é de todo igual à história contada no famoso desenho da Disney. Alguns trechos e diálogos não estão no filme, além de outros detalhes, por exemplo, o conceito de desaniversário, que no livro só aparece na história “Através do Espelho...”.

Trecho de Aventuras de Alice no País das Maravilhas:
“Tome mais um pouco de chá”, a Lebre de Março disse a Alice, de maneira muito sincera.
“Como ainda não tomei nenhum”, Alice respondeu num tom ofendido, “não posso tomar mais.”
“Você quer dizer que não pode tomar menos”, falou o Chapeleiro; “é muito fácil tomar mais do que nada.”

Trecho de Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá:
“Gostaria de comprar um ovo, por gentileza”, disse timidamente. “Como os vende?”
“Cinco pence por um... Dois pence por dois”, a Ovelha respondeu.
“Então dois custam menos que um?” perguntou Alice surpresa, pegando a bolsa.
“Só que, se comprar dois, tem de comê-los”, disse a Ovelha.
“Nesse caso, quero um, por favor”, disse Alice, pondo o dinheiro no balcão. Pois pensou consigo mesma: “Os dois não devem ser grande coisa.”
(...)
Assim foi ela, espantando-se mais e mais a cada passo, pois todas as coisas viravam árvore tão logo as alcançava, e ela estava certa de que o ovo faria o mesmo.

O livro diverte. A cada capítulo a curiosidade se faz mais e mais presente, já que é totalmente impossível prever que personagem estranho aparecerá e o que acontecerá a seguir. Apesar de ser classificado como infanto-juvenil (e em várias passagens ser bem evidente o lado infantil), não é de todo um livro só para crianças. A obra traz em si alguns simbolismos e pode ser interpretada de diversas maneiras. Diversas passagens sugerem a existência de referências e conceitos matemáticos (Lewis Carroll, além de escritor, foi também matemático). Trocadilhos e referências da época também estão presentes, porém são praticamente impossíveis de serem entendidos hoje em dia, além de só fazer sentido na língua inglesa. Se tiver interesse em saber mais (principalmente sobre as tais referências matemáticas), visite a página da obra na Wikipédia.

Esta edição da Editora Zahar é realmente obrigatória de se ter na estante. Além de ter as duas histórias – clássicos da literatura –, traz os textos na íntegra e ilustrações originais de John Tenniel.


Outra edição que também merece destaque é a da Cosac Naify (lançada em outubro de 2009). Contém somente a história Alice no País das Maravilhas, texto integral com tradução de Nicolau Sevcenko. O grande charme desta edição da Cosac Naify são as ilustrações, feitas por Luiz Zerbini (artista plástico paulista), que nos mostram cenários feitos de cartas de baralho com recortes que revelam os personagens, tudo feito em forma de maquete e fotografado com iluminação teatral. Lindo!

Agora só falta esperar mais um pouquinho para conferir no cinema a fantástica produção de Tim Burton + Walt Disney. Como admiradora de Tim Burton e fã incondicional de tudo o que é Disney, mal posso esperar!

Título: Alice – Aventuras de Alice no País das Maravilhas / Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá
Autor(a): Lewis Carroll
Publicação original: Aventuras de Alice no País das Maravilhas – 1865 / Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá – 1872

*Imagens das ilustrações: blog Cosac Naify

9 de fevereiro de 2010

Os Contos de Beedle, o Bardo: saudades de Hogwarts

Não é novidade e nem lançamento, mas certamente merece um lugarzinho de honra por aqui. Refiro-me ao livro Os Contos de Beedle, o Bardo – coletânea de contos bruxos que marca importante presença no último livro da série Harry Potter.

Trata-se de uma coletânea de 5 contos de fadas do universo dos bruxos, com direito a ilustrações por J.K. Rowling e comentários do ilustre professor Alvo Dumbledore. Assim como nos contos de fadas que fizeram parte de nossa infância, a estrutura dos contos aqui é a mesma: o bem e o mal são facilmente identificados e cada conto carrega consigo uma moral e valores. Os contos divertem e convencem, sendo inevitável não imaginar crianças bruxas de todas as partes ouvindo-os de seus pais e avós, e tendo-os tradicionalmente como parte de sua educação.

É interessante mencionar que os direitos autorais do livro foram doados para o Children’s High Level Group (cofundado por J.K.Rowling), ajudando crianças que vivem em instituições.

O livro foi inicialmente concebido como um presente: J.K. Rowling escreveu à mão sete edições para presentear amigos. Uma das edições foi leiloada pela loja Amazon pelo valor de US$ 4 milhões. Uma edição de colecionador pode ser encontrada à venda na Amazon, trazendo dez ilustrações inéditas por J.K. Rowling, além de um case no formato de um livro da biblioteca de Hogwarts, entre outros detalhes. Veja fotos e mais informações clicando aqui.

Enfim, o que mais encanta em Os Contos de Beedle, o Bardo é ser transportado novamente ao mundo de Hogwarts, uma vez que o final da série deixou saudades e súplicas por um prolongamento – ainda que pequeno – deste universo do qual fizemos parte durante alguns inesquecíveis anos de nossas vidas.

Título: Os Contos de Beedle, o Bardo
Autor(a): J.K. Rowling
Publicação original: 2008

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