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29 de agosto de 2012

Branca de Neve e o Caçador [Lily Blake / Evan Daugherty / John Lee Hancock / Hossein Amini]


Quem você será quando for confrontado
com o fim?
O fim de um reino.
O fim dos bons homens.
Você correrá?
Você se esconderá?
Ou perseguirá o mal com um orgulho venenoso?


Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casara com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha. Para salvar seus poderes e manter-se jovem e bela para sempre, ela deve devorar um coração puro, e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração. A fim de capturá-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria e sobreviveu. Branca de Neve será morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele e se tornará a melhor guerreira que o reino já conheceu?



Diferentemente da maioria das adaptações, nesta aqui, o livro foi baseado no filme, e não o contrário. Talvez isto tenha contribuído para a falta de identidade da narrativa.

Branca de Neve e o Caçador tinha potencial para ser um ótimo romance. A proposta de uma adaptação um tanto sombria do conhecido conto de fadas, com uma protagonista que luta pelo que acredita, é deveras válida, atraente até. No entanto, uma narrativa pobre e descrições insossas puseram tudo a perder. A trama carece de detalhes e de personalidade, fazendo com que o leitor não encontre o encanto que o faria mergulhar na história. Até os momentos de ação parecem foscos e acontecem de maneira breve, quase despercebida.

A superficialidade atinge também os personagens. Todos, sem exceção, são fracamente desenvolvidos e, assim como o próprio texto, não surpreendem em momento algum. Se fisicamente a obviedade do clássico perpetua (a loirice da Rainha Ravenna e o porte másculo e cabelo desalinhado do Caçador que o digam!), seriam esperadas algumas peculiaridades e certo aprofundamento de caráter. Ao invés disso, nos são entregues figuras ocas que repetem frases prontas. E só.

Para algo (bem) descompromissado, o livro pode até entreter. Mas, francamente, essa releitura de Branca de Neve poderia ter feito bem melhor. A impressão que ficou é a de que a adaptação – que ganhou roupagem mais teen, com ares “girl power” – parece ter sido concebida com o único objetivo de incrementar a marca Snow White and the Huntsman.

Em tempo: apesar de tudo, a edição é caprichadinha. A divisão dos capítulos e das partes do livro é estilizada seguindo o aspecto medieval da história.

Título: Branca de Neve e o Caçador
Título original: Snow White and the Huntsman
Autor(a): Lily Blake; Evan Daugherty; John Lee Hancock; Hossein Amini
Editora: Novo Conceito
Edição: 2012
Ano da obra: 2012
Páginas: 208

12 de agosto de 2011

Dia dos Pais = Livro + Filme

Dia dos Pais... Nada mais justo e conveniente que um Livro + Filme! E o título escolhido para esta ocasião é Peixe Grande.

Sobre o livro, não posso ir além da sinopse, pois ainda não o li. Mas o filme é espetacular – e dificilmente não o seria, já que estamos falando de Tim Burton, diretor dos belíssimos Sweeney Todd, A Noiva-Cadáver e A Fantástica Fábrica de Chocolate, só para citar alguns. A história é divertida e também emociona, de levar às lágrimas mesmo. Ótimo para uma "sessão sofá" no Dia dos Pais!
Já o livro, se seu pai não curtir muito o gênero, providencie-o para você mesma(o), para conhecer a história que deu origem ao filme (é o que eu faria!). =P




No dia em que Edward Bloom nasceu, uma nuvem carregada de raios, que queimavam a copa das árvores e ameaçavam fazer o mesmo com a cabeleira dos homens mais altos, trouxe a chuva que pôs fim à mais severa seca da história do estado do Alabama. Em seu aniversário de nove anos, ele se deparou com um homem congelado dentro de um imenso bloco de gelo, no caminho para o primeiro dia de escola. Mais tarde, já adolescente, derrotou com uma boa conversa um eremita gigante que morava numa caverna nas montanhas e devorava tudo o que via pela frente. É neste clima de fantasia que Daniel Wallace dá forma a Peixe Grande - Uma Fábula do Amor Entre Pai e Filho.

O livro é montado sobre episódios cronologicamente ordenados que narram a vida de Bloom. Seu nascimento, suas aventuras de infância, a passagem para a vida adulta, a descoberta do amor, o nascimento do filho, etc... E justamente o filho, que tantas e tantas vezes ouviu o pai contar as aventuras de sua vida, é o narrador do livro.

DVD Peixe Grande e Suas
Histórias Maravilhosas
Costurando os episódios fantásticos que cobrem a vida de Edward Bloom, está a triste realidade de sua morte que, sabiamente, foge da ordem cronológica para entremear toda a narrativa.
Ao juntar as histórias do pai moribundo, o narrador tenta compreender melhor a figura do próprio pai e o que havia de verdadeiro em tantos contos espantosos e inacreditáveis.

O romance chegou às telas de cinema na adaptação de Tim Burton em 2003, com Albert Finney e Ewan McGregor dividindo o papel principal.

LIVRO: Peixe Grande – Uma Fábula do Amor Entre Pai e Filho (de Daniel Wallace, Ed. Rocco)
FILME: Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, de Tim Burton, EUA, 2003)




Sinopse: Skoob - www.skoob.com.br / Melhores Filmes - www.melhoresfilmes.com.br

23 de maio de 2011

Charlie et la Chocolaterie / A Fantástica Fábrica de Chocolate

O post de hoje traz um livro com uma história MUITO conhecida por todos, seja pelo próprio livro ou pelas 2 versões cinematográficas dele. Trata-se de A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Roald Dahl. Mas a leitura na qual me baseio ao escrever a resenha é a versão francesa do livro – Charlie et la Chocolaterie – que revela-se também um ótimo material para estudantes de língua francesa.

Mr. Willy Wonka est le plus incroyable inventeur de chocolat de tous les temps. Son usine, la chocolaterie Wonka, doit être un endroit vraiment magique !
L’extraordinaire histoire du jeune Charlie Bucket commence le jour où il gagne l’un des cinq tickets d’or permettant de visiter la mystérieuse fabrique du confiseur. Mais il est bien loin d’imaginer les folles aventures qui l’attendent...

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Ninguém sabia o que acontecia dentro daquela fábrica de chocolate. Tinha gente trabalhando nela, claro, mas ninguém entrava e ninguém saía. Só saiam os doces e os chocolates, bem embrulhadinhos, prontos para serem vendidos. Um dia, os portões da fábrica se abriram para cinco felizardos ganhadores do Cupom Dourado - e o mistério se desvendou.
O leitor é convidado a conhecer o rio de chocolate, a grama de açúcar mentolado, os caramelos de cabelo e mil outras delícias - tudo isso na companhia do incrível Sr. Wonka, o dono da Fantástica Fábrica de Chocolate.


Apesar de ser um livro claramente voltado ao público infanto-juvenil, ele tem tudo para agradar aos adultos também – em especial os que consideram o primeiro filme parte essencial de sua infância.

O livro fala sobre valores e comportamento, tudo muito bem encaixado nas características das personagens infantis que, de tão caricatas, chegam a ser hilárias. Aliás, todas as personagens do livro possuem essa característica caricata (também por tratar-se de um livro infanto-juvenil) e sempre fica muito claro quem é mocinho e quem é vilão. Willy Wonka é uma atração à parte; assim como nos filmes, no livro ele tem algo de levemente sarcástico, alguma malícia não óbvia, mas claro que em nível muito menor do que vemos nas versões cinematográficas. É difícil de saber se o colocamos na coluna dos bonzinhos ou na dos malvados, já que ele tem características de ambas. Eu diria até que ele é o único personagem verdadeiramente adulto (e real) do livro; mesmo os outros adultos (os pais e avós de Charlie e os pais das demais crianças) mostram sinais de uma personalidade mais simplificada, mais simples de ser compreendida.

O texto fácil e claro faz com que o livro possa ser lido em um único dia (pelos mais ávidos e com tempo). Além disso, a edição francesa que li (da Gallimard Jeunesse) traz as ilustrações de Quentin Blake, que ilustrou também outras obras de Roald Dahl. Seus traços simples ganham a simpatia do leitor e proporcionam um aspecto ainda mais lúdico à obra. Um super ponto positivo!

Algo que me surpreendeu um pouco foi perceber que o segundo filme (a formidável versão de Tim Burton, de 2005) é mais fiel ao livro que o primeiro filme, dirigido por Mel Stuart em 1971. Apesar disso, eu sempre preferi o filme antigão, que nos mostra um Willy Wonka muito mais irônico, e por vezes até cruel. Sem falar que os Oompa Loompas da primeira versão e suas musiquinhas são muito mais “cool”.  ;-)

Por falar nas musiquinhas... SIM, elas aparecem no livro!! Achei particularmente genial e, com certeza, é um dos pontos altos do livro.

Em suma, é um livro encantador, divertido e que traz importantes mensagens. Um livro mágico, como só Roald Dahl pode conceber. Penso que todo mundo deveria lê-lo em algum momento da vida.

Sobre a leitura do livro em francês, devo dizer que é excelente para a prática do idioma. Eu o recomendaria principalmente aos estudantes de nível intermediário, que já possuem algum conhecimento dos tempos verbais, para uma leitura mais rica (no site da editora, o livro é indicado à faixa etária dos 9 aos 13 anos). A leitura é simples, e é possível de ser feita mesmo sem o auxílio do dicionário (muitas palavras podem ser perfeitamente compreendidas pelo contexto). Para quem tiver interesse, acredito que o livro possa ser encomendado na Livraria Cultura ou na Saraiva.

Título: Charlie et la Chocolaterie
Autor: Roald Dahl
Editora: Gallimard Jeunesse (www.gallimard-jeunesse.fr)
Edição: 2007


Para alimentar um pouquinho a nostalgia...


Apesar de preferir a versão mais antiga, também gosto bastante da versão de Tim Burton (que, aliás, está entre meus diretores preferidos).


Título: A Fantástica Fábrica de Chocolate
Autor(a): Roald Dahl
Publicação original: 1964

18 de abril de 2010

As Brumas de Avalon – O Prisioneiro da Árvore (Livro 4)

As Brumas de Avalon – O Prisioneiro da Árvore, o último livro da saga, revela-nos uma Camelot e uma Avalon em decadência. Talvez a palavra “decadência” não seja a mais adequada, mas o que podemos perceber é que o mundo mostra-se em constante mudança, nada mais é como antes havia sido, e a velocidade dos acontecimentos intensifica-se mais a cada instante.

Morgana segue agindo conforme a vontade da Deusa, com o objetivo de concluir sua tarefa e, assim, realizar os planos de Viviane. E, ainda, Morgana lamenta não ter agarrado o poder que outrora esteve em suas mãos, o de ter a consciência do rei, tornando-se poderosa por trás do trono a fim de evitar que Artur sofresse toda a influência de Gwenhwyfar. Assim, Morgana faz o que está ao seu alcance para impedir que Artur siga traindo Avalon, ainda que suas escolhas lhe tragam mais sofrimento e angústia. É neste livro que acontece o aparecimento do Graal, fazendo com que tanto nós, leitores, quanto os próprios personagens, não saibamos ao certo se foi um milagre que veio para o bem ou para o mal. A Távola Redonda, repleta com os cavaleiros e companheiros de Artur, acaba por tornar-se uma imagem efêmera que, no decorrer do livro, deixa-nos com sentimentos demasiado nostálgicos.

Apesar de toda a sua beleza, As Brumas de Avalon – O Prisioneiro da Árvore é um livro bastante triste e revelador. Acompanhamos o trágico destino dos personagens e sentimo-nos impotentes, não no sentido de ação, mas sim por afinal concordarmos que não haveria outro caminho a ser tomado.

Algumas passagens dos primeiros capítulos me deixaram um pouco confusa; não conseguia visualizar inteiramente o que o texto propunha. Cheguei inclusive a reler algumas páginas para melhor construir uma imagem mental do que estava sendo narrado. Também, o final de Artur e Gwydion (ou Mordred) deixou a desejar. Já era esperado desde o início que ambos se enfrentariam, mas quando o momento finalmente acontece, é brevemente descrito, sem maiores detalhes. Ainda assim, não acho que esses dois pontos que acabei de mencionar tenham interferido negativamente na obra; apenas deixo-os aqui como mais uma de minhas impressões.

Também devo comentar que neste livro é possível conhecer mais e verdadeiramente a essência dos personagens. Algumas opiniões que construímos no início da saga provavelmente se modificarão. Gwenhwyfar, que logo ganhou meu desagrado e antipatia, revela-se aqui uma mulher forte e admirável, apesar de seu fanatismo como cristã – me revolta a forma como ela se culpa e se pune por tudo! Artur é, de verdade, um homem nobre e digno de ser amado até seus dias finais. De Morgause, conhecida por sua extrema ambição, nos é mostrado seu lado mais perverso, e chego a me perguntar se algum dia realmente amou alguém em sua vida. Morgana é esplêndida, tanto em suas qualidades como em seus defeitos, e é a personagem que mais admirei em toda a obra.

Ao ler o primeiro volume eu já suspeitava que esta seria uma obra inesquecível para mim. Agora tenho definitiva certeza! A obra me encantou de tal forma que já a considero uma de minhas leituras preferidas e que mais me marcaram. Recomendo-a a todos e que se deixem envolver pelo universo místico de Avalon e Camelot. Certamente não irão se arrepender!

Título: As Brumas de Avalon – O Prisioneiro da Árvore (Livro 4)
Autor(a): Marion Zimmer Bradley
Publicação original: 1982

LEIA TAMBÉM:
As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia (Livro 1)
As Brumas de Avalon – A Grande Rainha (Livro 2)
As Brumas de Avalon – O Gamo-Rei (Livro 3)

15 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas / Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá

Apesar de ter considerado Alice no País das Maravilhas (Walt Disney) como um dos meus filmes preferidos quando criança (e até hoje sigo gostando!), nunca havia lido a obra original de Lewis Carroll. E agora que a li, posso dizer que me causou um impacto bastante positivo.

Neste livro, na verdade, estão as duas histórias protagonizadas por Alice: Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá. Nonsense e surreal são duas palavras que, de fato, definem a obra. Vemos em Alice uma menina corajosa, inteligente e racional, a quem as coisas mais fantásticas simplesmente vão acontecendo, sem muita lógica nem explicação. Uma atmosfera que flutua entre sonho e realidade é uma característica sempre presente. Embora alguns personagens sejam mais “fixos” e estejam presentes no decorrer da história, muitos outros personagens surgem e desaparecem de forma veloz, porém sempre com algo a ser dito – quer seja entendido ou não.

Para quem não conhece, em Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá, Alice atravessa para o outro lado do espelho e lá encontra um mundo diferente, com muitos conceitos invertidos e acontecimentos imprevisíveis, tendo como tema o jogo de xadrez. Já no conhecido Aventuras de Alice no País das Maravilhas, Alice cai em uma toca de coelho e é transportada para um mundo fantástico, repleto de personagens inusitados. O livro não é de todo igual à história contada no famoso desenho da Disney. Alguns trechos e diálogos não estão no filme, além de outros detalhes, por exemplo, o conceito de desaniversário, que no livro só aparece na história “Através do Espelho...”.

Trecho de Aventuras de Alice no País das Maravilhas:
“Tome mais um pouco de chá”, a Lebre de Março disse a Alice, de maneira muito sincera.
“Como ainda não tomei nenhum”, Alice respondeu num tom ofendido, “não posso tomar mais.”
“Você quer dizer que não pode tomar menos”, falou o Chapeleiro; “é muito fácil tomar mais do que nada.”

Trecho de Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá:
“Gostaria de comprar um ovo, por gentileza”, disse timidamente. “Como os vende?”
“Cinco pence por um... Dois pence por dois”, a Ovelha respondeu.
“Então dois custam menos que um?” perguntou Alice surpresa, pegando a bolsa.
“Só que, se comprar dois, tem de comê-los”, disse a Ovelha.
“Nesse caso, quero um, por favor”, disse Alice, pondo o dinheiro no balcão. Pois pensou consigo mesma: “Os dois não devem ser grande coisa.”
(...)
Assim foi ela, espantando-se mais e mais a cada passo, pois todas as coisas viravam árvore tão logo as alcançava, e ela estava certa de que o ovo faria o mesmo.

O livro diverte. A cada capítulo a curiosidade se faz mais e mais presente, já que é totalmente impossível prever que personagem estranho aparecerá e o que acontecerá a seguir. Apesar de ser classificado como infanto-juvenil (e em várias passagens ser bem evidente o lado infantil), não é de todo um livro só para crianças. A obra traz em si alguns simbolismos e pode ser interpretada de diversas maneiras. Diversas passagens sugerem a existência de referências e conceitos matemáticos (Lewis Carroll, além de escritor, foi também matemático). Trocadilhos e referências da época também estão presentes, porém são praticamente impossíveis de serem entendidos hoje em dia, além de só fazer sentido na língua inglesa. Se tiver interesse em saber mais (principalmente sobre as tais referências matemáticas), visite a página da obra na Wikipédia.

Esta edição da Editora Zahar é realmente obrigatória de se ter na estante. Além de ter as duas histórias – clássicos da literatura –, traz os textos na íntegra e ilustrações originais de John Tenniel.


Outra edição que também merece destaque é a da Cosac Naify (lançada em outubro de 2009). Contém somente a história Alice no País das Maravilhas, texto integral com tradução de Nicolau Sevcenko. O grande charme desta edição da Cosac Naify são as ilustrações, feitas por Luiz Zerbini (artista plástico paulista), que nos mostram cenários feitos de cartas de baralho com recortes que revelam os personagens, tudo feito em forma de maquete e fotografado com iluminação teatral. Lindo!

Agora só falta esperar mais um pouquinho para conferir no cinema a fantástica produção de Tim Burton + Walt Disney. Como admiradora de Tim Burton e fã incondicional de tudo o que é Disney, mal posso esperar!

Título: Alice – Aventuras de Alice no País das Maravilhas / Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá
Autor(a): Lewis Carroll
Publicação original: Aventuras de Alice no País das Maravilhas – 1865 / Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá – 1872

*Imagens das ilustrações: blog Cosac Naify

12 de abril de 2010

Draculea - O Livro Secreto dos Vampiros

“Quais mistérios eles escondem por gerações? (...) Mas, antes de abrir estas páginas, um aviso: após lê-las, você nunca mais será o mesmo. O conhecimento tem seu preço, e eles ficarão furiosos com a sua descoberta.”

Draculea – O Livro Secreto dos Vampiros é uma antologia de 27 contos vampirescos, todos escritos por autores nacionais. Particularmente, gosto muito de contos. Ter várias historietas diferentes em um só livro geralmente faz com que a leitura nunca se torne cansativa. E ser um livro de autoria nacional é um aspecto que o torna mais interessante; acho animador que cada vez mais brasileiros tenham interesse em escrever literatura fantástica.

Apesar de todo o livro tratar-se de vampiros, a atmosfera de cada conto é, de alguma forma, singular. Alguns são mais dramáticos, outros são temperados com boa dose de agressividade, e alguns ainda revelam uma faceta curiosamente cotidiana dos fantásticos seres sobrenaturais. Um ponto bastante positivo é que existe no livro uma mistura entre passado e presente. Enquanto alguns contos retratam séculos passados, outros nos mostram um mundo contemporâneo, tal como o conhecemos hoje. Um vampiro em plena Avenida Paulista é algo interessante de se imaginar.

Os contos são breves, de leitura agradável e fácil. Draculea – O Livro Secreto dos Vampiros é uma boa pedida para ser lido de uma só vez, ou para ser saboreado aos poucos, conto por conto, durante alguns dias.

Para finalizar, uma verdade deve ser dita: vampiros são – e sempre serão – seres instigantes e de grande poder de fascínio!

Título: Draculea – O Livro Secreto dos Vampiros
Autor(a): vários, Ademir Pascale (organizador)
Publicação original: 2009

5 de abril de 2010

As Brumas de Avalon - O Gamo-Rei (Livro 3)

Continuando a saga, As Brumas de Avalon – O Gamo-Rei parece ter o objetivo de preparar as coisas para o desfecho final, que ocorrerá com o quarto e último livro (O Prisioneiro da Árvore). Acontecimentos importantes nos são apresentados aqui, porém suas consequências ainda estão por vir.

Os tempos são de paz. Tendo conseguido a vitória na luta contra os saxões, Artur revela-se cada vez mais um rei cristão, sofrendo enorme influência de Gwenhwyfar. Seu distanciamento de Avalon provoca o descontentamento de Morgana e Viviane, já que o Grande Rei deve honrar o juramento que fez e ser digno de continuar levando na bainha a poderosa Excalibur.

Gwydion, filho de Morgana, é criado no reino de Lot e, posteriormente, é educado em Avalon. O livro, então, nos apresenta uma importante questão: o que acontecerá ao Gamo-Rei quando o jovem gamo estiver adulto? E Morgana, por sua vez, questiona em seus pensamentos: “Se Galahad (filho de Lancelote e Elaine) vai ser rei, é meu filho então o Merlim, o sucessor escolhido em vida?”.

A morte de Viviane, a consolidação da rivalidade entre Morgana e Gwenhwyfar, e o posto de Senhora do Lago ocupado por Niniane (filha de Taliesin), são alguns dos acontecimentos importantes deste terceiro livro. A situação de Avalon não é das melhores, pois se perde cada vez mais entre as brumas, afastando-se da terra dos homens e temendo tornar-se tão distante dos ciclos solares e lunares quanto o reino das fadas.

A meu ver, o ápice do livro está no renascimento da sacerdotisa em Morgana. A Deusa volta a manifestar-se nela, que retoma etapa por etapa até estar novamente preparada para seu regresso a Avalon. Finalmente, Morgana compreende os planos que Viviane tinha para si, planos que antes era muito jovem e tola para entender. Ainda que à custa de muito sofrimento, Viviane lhe dera algo valioso que ela, Morgana, simplesmente jogara fora. Seria, então, tempo de retomar os planos de Viviane.

Apesar de eu ter dito no início que este é um livro que “prepara o terreno” para os acontecimentos finais, devo fazer aqui um complemento: a leitura continuou instigante e quase não fui capaz de largar o livro até tê-lo terminado. Justamente o contrário do que em geral ocorre em determinado ponto de uma saga, quanto é tomada pela característica de preparação/transição, fazendo com que o leitor sinta-se entediado e não tenha paciência para chegar ao final. No caso de As Brumas de Avalon, não me foi necessária a paciência, pois tenho lido com crescente empolgação cada parágrafo desta grandiosa obra.

Título: As Brumas de Avalon – O Gamo-Rei (Livro 3)
Autor(a): Marion Zimmer Bradley
Publicação original: 1982

LEIA TAMBÉM:
As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia (Livro 1)
As Brumas de Avalon – A Grande Rainha (Livro 2)
As Brumas de Avalon – O Prisioneiro da Árvore (Livro 4)

28 de março de 2010

As Brumas de Avalon - A Grande Rainha (Livro 2)

Logo no início de As Brumas de Avalon – A Grande Rainha, nasce o filho de Morgana no Norte, junto a Morgause e Lot, sendo por eles criado como um filho adotivo – mais como uma estratégia de Morgause, já que ela e o marido tinham a ambição de que um de seus filhos herdasse o trono de Artur.

Neste livro, porém, o destaque vai para o desenvolvimento da personagem de Gwenhwyfar, que é a escolhida para casar-se com o Grande Rei Artur por conta de seu dote, sem que entre eles houvesse amor (nunca se haviam visto antes do casamento). Artur recebeu sua noiva com bondade e surpreendeu-se com sua beleza. Entre eles nasceu um grande afeto. Gwenhwyfar reconhecia a bondade do marido e o retribuía sendo uma esposa atenciosa; no entanto, seu coração de mulher pertencia a outro: Lancelote. Este, por sua vez, também a amava com todo o seu ser, e mantinha-se em um denso conflito por ser o melhor companheiro de Artur (a quem era verdadeiramente leal) e, ao mesmo tempo, amar sua esposa.

Gwenhwyfar representa a verdadeira figura do cristianismo, sempre submissa, recatada e amedrontada. Seu medo era tanto que buscava a segurança de muralhas e paredes e temia ficar exposta aos campos abertos e ao céu, imenso sobre sua cabeça. Sempre muito religiosa, temia o castigo divino e, pior, martirizava-se a si mesma por seus pensamentos “impuros” em relação à Lancelote. Podemos notar o quão intenso é esse martírio quando, mesmo com a compreensão do padre, ela pensa que teria se sentido melhor e mais livre (!!) se ele a tivesse censurado e lhe imposto penitências pesadas.

As atitudes e pensamentos de Gwenhwyfar ao longo do livro fizeram com que eu desenvolvesse uma enorme antipatia por ela. E também pena. A personagem sofre em demasia por não ter o homem amado e sente-se humilhada por não conseguir conceber um filho de Artur. No entanto, Gwenhwyfar tem uma visão de mundo muito limitada, presa às suas verdades e totalmente intolerante às diferenças. Mas também é necessário compreender que isso se deve à forma como foi educada.

Fica evidente o aspecto tirano e intolerante do cristianismo, por exemplo, na parte em que lemos a respeito de Gwenhwyfar: “com Artur a seu lado e a sua bandeira da cruz flutuando sobre o acampamento de Artur, ela sentia amor e tolerância para com todos (...)”. Assim sendo, uma vez que o cristianismo exerce seu domínio, realmente revela-se tarefa fácil ter amor e tolerância ao próximo – ainda mais quando este está sob seu poder incontestável.

Também preciso dizer que achei particularmente adorável quando Morgana vai parar no país das fadas. Lá não é possível ver o sol e nem a lua, e o tempo flui como num sonho. O que parecia ter sido dias foram anos, na verdade. Anos de juventude, festas e prazeres. Encantador! Só lamentei não ter podido ser eterna a presença de Morgana nesta terra, embora fosse mesmo impossível por conta do papel essencial de Morgana em toda a história.

Posso seguramente afirmar que este segundo volume de As Brumas de Avalon superou as minhas expectativas. A leitura continuou envolvente e gostosa, tal como foi minha experiência com o primeiro volume. E o final, bom, o livro termina com um acontecimento que eu esperava ansiosamente desde os primeiros capítulos e, confesso, não imaginei que fosse ocorrer exatamente da forma como ocorreu – ainda mais surpreendente do que eu esperava. Gostei bastante! Mas esse é apenas um “final”, assim mesmo, entre aspas, já que ainda restam outros dois volumes para completar a obra...

Título: As Brumas de Avalon – A Grande Rainha (Livro 2)
Autor(a): Marion Zimmer Bradley
Publicação original: 1982

LEIA TAMBÉM:
As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia (Livro 1)
As Brumas de Avalon – O Gamo-Rei (Livro 3)
As Brumas de Avalon – O Prisioneiro da Árvore (Livro 4)

22 de março de 2010

As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia (Livro 1)

Há cerca de cinco anos despertou em mim uma imensa vontade de ler os volumes que compõem As Brumas de Avalon. Porém, sem um motivo muito consciente (talvez fosse por causa de outros livros que me apareciam de forma repentina), sempre acabava por postergar a compra e a leitura desta obra. Então, graças a uma promoção no Submarino (aliás, lá sempre encontro promoções muito interessantes!), comprei de uma vez os 4 volumes por um preço para lá de atraente.

As Brumas de Avalon reconta a lenda do rei Artur sob a perspectiva feminina (sacerdotisas de Avalon e as mulheres de Camelot). A tentativa de unificação da Bretanha contra a invasão dos saxões e os conflitos entre o cristianismo e os cultos pagãos se fazem muito presentes como base para toda a trama.

No livro 1, intitulado A Senhora da Magia, acompanhamos a vida de Igraine (irmã de Viviane, Grã-sacerdotisa de Avalon, conhecida como a Senhora do Lago), que foi dada em casamento ainda muito jovem a Gorlois, Duque da Cornualha. Desta união nasceu Morgana, única filha do casal. Ao lado de Gorlois, Igraine passou por momentos conflituosos e de infelicidade, porém mantinha-se resignada. Fica bem claro durante o livro o papel exercido pela mulher. De um mundo que não ouvia a opinião de suas mulheres e as mantinha submissas participava Igraine, mesmo tendo crescido em Avalon e cultivasse em seu íntimo o amor pela Deusa, sentia gratidão por seu marido haver deixado que criasse Morgana – ainda que não fosse o filho homem que ele tanto desejava.

As coisas mudam de rumo quando Avalon impõe a Igraine a necessidade (ou o destino) de casar-se com Uther Pendragon e ter um filho seu, que no futuro seria coroado rei e salvaria a Bretanha, unificando seus povos para combater os invasores. Igraine, no início, rejeitou seu destino, mas acabou sendo tomada por um imenso amor por Uther e cumpriu o seu dever quando da morte de Gorlois. Desta forma, deu a Uther um filho, Gwydion – ou Artur, conforme seria batizado mais tarde. Igraine torna-se cada vez mais religiosa, como uma verdadeira cristã, enquanto seus filhos são criados longe de si. Morgana é educada em Avalon para tornar-se sacerdotisa da Deusa, e por fim chegará o dia em que Artur tomará posse do trono, tornando-se Grande Rei da Bretanha.

Sempre tive curiosidade acerca da lenda do rei Artur, e As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia me surpreendeu. O misticismo e a emoção são características marcantes da história, cujas mulheres ocupam posição central – e essencial. Se por um lado os homens exerciam o domínio e as mulheres eram meros adornos e provedoras de filhos (levadas a passeios no mercado enquanto seus maridos reuniam-se para discutir assuntos de extrema importância para o futuro do povo), para os povos de Avalon a situação era outra. Lá, as mulheres desempenhavam o papel de grandes sábias; portadoras da Visão, nada era feito sem seu aconselhamento. Eram os verdadeiros instrumentos da vontade da Deusa.

Na obra, vemos o conflito entre conceitos tidos como certos e errados, já que, como mencionei antes, a relação entre cristãos e pagãos era demasiado tempestuosa; o que era virtude para o primeiro grupo tornava-se blasfêmia aos olhos do outro, e vice-versa. O cristianismo é relacionado à crença em um deus morto que amedronta e castiga, e não aceita outros deuses e deusas, impondo seu deus como único e absoluto. Para os cristãos, os pagãos são gente ligada à bruxaria e ao demônio. Os povos de Avalon, por sua vez, afirmam que todos os deuses são um deus e todas as deusas são apenas uma deusa, não importando os nomes que lhe são dados, e acreditam na justiça a todos os homens, qualquer que seja o deus que adorem.

Recordando algumas passagens memoráveis, derreti-me quando finalmente Uther vai ao encontro de Igraine na Cornualha, e juntos eles passam sua primeira noite; foi algo belo de se ler. Merece igual – ou maior – destaque todo o ritual pagão para a ascensão de um novo rei. É emocionante e de uma beleza incalculável e até incompreendida, dependendo dos olhos de quem vê. Mas prefiro não entrar em maiores detalhes para não turvar o misto de sensações que terão os possíveis leitores.

Também acho válido mencionar o quanto a narrativa corre de forma envolvente. A autora soube expressar muito bem toda a carga emocional das personagens; os pensamentos das mulheres se fazem presentes com frequência, de forma a permitir que o leitor capte cada nuance de seus sentimentos. Inclusive, o livro inicia e finaliza com reflexões de Morgana, personagem fundamental na história e espetacular em todas e cada uma de suas características. O caminho da barca com seus remadores silenciosos, a cortina de névoa que encobre a mística Avalon, abrindo-se e revelando sua magnitude, os juncos, o círculo de pedras sobre o Tor, os sacrifícios do preparo de uma sacerdotisa... Ler sobre todas essas coisas arrepia, é como sentir na pele os mistérios que permeiam a história e, de fato, acreditar no que está ali descrito. Inexplicável.

As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia é um livro que merece ser lido e sentido em toda a sua plenitude. Certamente as mulheres se identificarão com os pensamentos e atitudes de algumas personagens, e desenvolverão sentimentos dos mais variados com relação aos homens da trama. Tendo lido o primeiro volume, com outros três me esperando para que eu os devore, sinto que esta será uma daquelas obras das quais jamais me esquecerei.

Título: As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia (Livro 1)
Autor(a): Marion Zimmer Bradley
Publicação original: 1982

OBS: mais adiante, resenharei os outros três volumes de As Brumas de Avalon (ainda não concluí a leitura!). Aguardem!

LEIA TAMBÉM:
As Brumas de Avalon – A Grande Rainha (Livro 2)
As Brumas de Avalon – O Gamo-Rei (Livro 3)
As Brumas de Avalon – O Prisioneiro da Árvore (Livro 4)

11 de fevereiro de 2010

Cântico de Sangue - Crônicas Vampirescas

Último livro da sequência de Crônicas Vampirescas da autora Anne Rice, Cântico de Sangue traz o conhecidíssimo vampiro Lestat, com sua personalidade e senso de humor singulares, narrando os acontecimentos em primeira pessoa. Não são raros os momentos em que ele abre um parêntese em meio aos fatos contados para falar diretamente ao leitor, deleitando-nos com sua irreverência natural.

Concede a Mona Mayfair o Dom das Trevas, salvando-a da morte e fazendo pulsar sua beleza e determinação voraz. Juntamente com Quinn Blackwood, empreendem uma jornada em busca de Morrigan, a filha desaparecida de Mona, e o livro torna-se ainda mais instigante com a aparição dos fascinantes e misteriosos Taltos – seres ligados profunda e secretamente à família Mayfair.

Não há como deixar de lado a paixão repentina de Lestat por Rowan Mayfair, bruxa e médica de destaque. A tensão latente entre ambos e o fato de Lestat de certa forma não admitir o que sente, nos deixam curiosos quanto a um possível romance; no entanto, não pode ser ignorada a presença de Michael Curry (marido de Rowan), o que faz com que novamente nos questionemos a respeito do futuro do sentimento que assola nosso protagonista. Ainda, a constante batalha “viver na companhia de humanos X imortalidade” permeia os acontecimentos, culminando na necessidade de escolhas maduras.

O livro é envolvente e o vampiro Lestat é uma figura sem igual. Da autora, nem preciso comentar que, em minha opinião, Anne Rice é campeã em matéria de vampiros (uma pena a mudança de rumo em sua carreira). Ainda assim e finalizando, senti falta do erotismo que promete a sinopse na contracapa do livro: “... o famoso vampiro insiste em percorrer o longo e tortuoso caminho do conhecimento nesta história repleta de suspense e erotismo.”

Título: Cântico de Sangue
Autor(a): Anne Rice
Publicação original: 2003

9 de fevereiro de 2010

Os Contos de Beedle, o Bardo: saudades de Hogwarts

Não é novidade e nem lançamento, mas certamente merece um lugarzinho de honra por aqui. Refiro-me ao livro Os Contos de Beedle, o Bardo – coletânea de contos bruxos que marca importante presença no último livro da série Harry Potter.

Trata-se de uma coletânea de 5 contos de fadas do universo dos bruxos, com direito a ilustrações por J.K. Rowling e comentários do ilustre professor Alvo Dumbledore. Assim como nos contos de fadas que fizeram parte de nossa infância, a estrutura dos contos aqui é a mesma: o bem e o mal são facilmente identificados e cada conto carrega consigo uma moral e valores. Os contos divertem e convencem, sendo inevitável não imaginar crianças bruxas de todas as partes ouvindo-os de seus pais e avós, e tendo-os tradicionalmente como parte de sua educação.

É interessante mencionar que os direitos autorais do livro foram doados para o Children’s High Level Group (cofundado por J.K.Rowling), ajudando crianças que vivem em instituições.

O livro foi inicialmente concebido como um presente: J.K. Rowling escreveu à mão sete edições para presentear amigos. Uma das edições foi leiloada pela loja Amazon pelo valor de US$ 4 milhões. Uma edição de colecionador pode ser encontrada à venda na Amazon, trazendo dez ilustrações inéditas por J.K. Rowling, além de um case no formato de um livro da biblioteca de Hogwarts, entre outros detalhes. Veja fotos e mais informações clicando aqui.

Enfim, o que mais encanta em Os Contos de Beedle, o Bardo é ser transportado novamente ao mundo de Hogwarts, uma vez que o final da série deixou saudades e súplicas por um prolongamento – ainda que pequeno – deste universo do qual fizemos parte durante alguns inesquecíveis anos de nossas vidas.

Título: Os Contos de Beedle, o Bardo
Autor(a): J.K. Rowling
Publicação original: 2008

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