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14 de janeiro de 2012

Branca como o leite, vermelha como o sangue [Alessandro D’Avenia]


Leo é um garoto de 16 anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol-soçaite, as corridas de motoneta e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na escola são uma tortura, e os professores “uma espécie protegida que você espera ver definitivamente extinta”. Porém, um jovem professor substituto de história e filosofia mostra-se diferente desde sua chegada: uma luz brilha em seus olhos quando ele explica, quando incita os estudantes a viver intensamente, a buscar o próprio sonho.
Leo sente em si a força de um leão, mas há um inimigo que o aterroriza: o branco. O branco é a ausência; tudo aquilo que em sua vida está ligado à privação e à perda é branco. O vermelho, ao contrário, é a cor do amor, da paixão, do sangue; vermelho é a cor dos cabelos de Beatriz. Quando descobre que Beatriz está doente e que a doença tem a ver com aquele branco que tanto o apavora, Leo deverá escavar profundamente dentro de si, sangrar e renascer, para compreender que os sonhos não podem morrer e para encontrar a coragem de acreditar em algo maior.

Estamos diante de uma história bastante bonita e singela, com personagens que conquistam desde sua primeira aparição. Uma história de amizade e amor, ambos apresentados na forma mais pura que se pode conceber. Existe uma forte veia dramática no enredo, mas que em nenhum momento chega a ser apelativa.

Branca como o leite, vermelha como o sangue é narrado em primeira pessoa – tudo nos é apresentado sob a perspectiva do protagonista, Leo. É interessante perceber como o personagem amadurece durante o pedaço de sua vida que é dividido com o leitor. A sensação que se tem é a de que a história começa com um Leo garoto e termina com um Leo mais maduro – um Leo homem, eu diria.

Apesar dos personagens novinhos (na faixa dos 16 anos) e do ambiente escolar, o livro tem tudo para agradar aos mais adultos também. O tema é denso, mas a história nos é contada com uma leveza incrível, uma simplicidade bela. A leitura, fluida e com capítulos curtos, é marcada por uma linguagem bastante coloquial (lembrando que o narrador é um garoto de 16 anos), mas nem por isso deixa de surpreender com passagens que trazem reflexões profundas. Além disso, a narrativa é recheada de referências à cultura pop, o que acrescenta uma boa dose de diversão ao livro.

Capa da edição italiana
A figura do professor substituto, o Sonhador, tem um papel bastante importante na história. A maneira como ele incita os alunos a ir atrás de respostas que nem sempre podem ser encontradas no Google nos faz perceber que, com atitudes simples, é possível realizar mudanças de proporções enormes. Senti profunda admiração pelo personagem; através de seu papel como professor, ele realmente contribui para formar pessoas melhores.

Uma característica muito legal é a relação que o protagonista faz entre as cores e os sentimentos. Cada cor é associada à essência de determinado sentimento – e, devo dizer, tal forma de expressão funciona tão bem ou até melhor do que se fossem utilizadas palavras apenas.

Termino o review com aquela sensação perturbadora de não ter conseguido expressar o quão especial é este livro. Foi uma leitura que marcou pela delicadeza, principalmente. Inclusive, durante todo o livro, pude ver em minha mente cada cena rodada como um filme. Acredito, de fato, que este livro daria um belo filme (não um sucesso de bilheteria hollywoodiano, mas um destes filmes pendendo para o alternativo, sem grandes ações, em que o principal encontra-se nas entrelinhas).*

Definitivamente, super recomendo o livro! Branca como o leite, vermelha como o sangue é uma leitura que realmente tem algo a dizer; um livro em que nenhum trecho vem de forma gratuita.

É estranho como os sonhos põem a gente em movimento, como uma transfusão de sangue. Como se entrasse em nossas veias o sangue de um super-herói.

* Atualizando: o livro vai virar filme, sim! De produção italiana (ou seja, não será só mais uma adaptação americana), vi que começaram os castings pela internet mesmo; parece que estão recrutando jovens por meio de testes de vídeo. O elenco ainda nem está formado, mas eu já estou ansiosíssima para conferir o filme. =P

Título: Branca como o leite, vermelha como o sangue
Título original: Bianca come il latte, rossa come il sangue
Autor(a): Alessandro D’Avenia
Editora: Bertrand Brasil
Edição: 2011
Ano da obra: 2010
Páginas: 368

25 de agosto de 2011

Amores Infernais [vários]


5 contos (de diferentes autores) que abordam o amor adolescente de maneira a fugir um pouco da “receitinha de bolo” palavras melosas+suspiros+final feliz.
Amores Infernais traz uma leitura razoável (ou seja, até dá para distrair...), porém acho válido frisar que é bem voltado aos leitores adolescentes.

O que me deixou mais curiosa em relação a este livro foi a presença de Scott Westerfeld entre os autores. Como apreciadora da série Feios, nutri considerável expectativa em relação ao conto dele em Amores Infernais. E, de fato, Abominável mundo perfeito foi um dos contos de que mais gostei no livro. O aspecto futurista esteve em cena novamente e a originalidade da história merece destaque.
O outro conto que divide o posto de “meu preferido” (e que, junto ao anterior, “salva” o livro) é Mais ralo que água, de Justine Larbalestier – esposa de Scott Westerfeld. O conto me atraiu por ser trágico e delicado, e por envolver essa ideia de uma aldeia “parada no tempo”, costumes e crenças antigas em contraponto com o mundo atual (e o conflito que isso gera na vida dos jovens daquele lugar).

Os outros três contos, em minha opinião, não têm nada de especial e nem de muito novo. Trazem o sobrenatural (tema já tão batido hoje) em histórias que muito provavelmente serão esquecidas pelos leitores algum tempo depois de terminarem o livro. Talvez Perdido de amor seja mais curioso em relação aos outros dois, mas não é muito mais que isso, curioso. Fan fic foi o que menos gostei por achá-lo extremamente óbvio.

Como disse antes, fica o tempo todo muito claro que Amores Infernais visa o público adolescente. Os contos, de maneira geral, são muito teen. Além da forte presença do ambiente escolar, há sempre aquela “preocupação” em não deixar que o amor atrapalhe os estudos e o futuro profissional. Achei isto até exagerado, como se o objetivo fosse passar uma imagem do que é considerado correto e influenciar positivamente os leitores.

O livro não é de todo péssimo, já que é de fácil leitura e pode ser uma boa distração – na falta de opção. Também é caprichadinho no quesito capa e interior, gostei disso. Não chego a recomendar a leitura, exceto, talvez, para o público pré-adolescente (ou para quem estiver curioso em relação ao conto de Scott Westerfeld).

Título: Amores Infernais
Título original: Love is Hell
Autor(a): Laurie Faria Stolarz, Scott Westerfeld, Justine Larbalestier, Gabrielle Zevin, Melissa Marr
Editora: Galera Record
Edição: 2011
Ano da obra / Copyright: 2008

3 de julho de 2011

Especiais [Scott Westerfeld]

Primeiramente, agradeço a Galera Record pelo exemplar de Especiais! E aproveito para dizer que muito em breve haverá sorteio aqui no blog! Fiquem ligados! =P


Tally agora é praticamente uma arma letal, com reflexos ultrarrápidos, dentes e unhas afiados e uma beleza cruel. Mas o mais importante de tudo é que ela passa a ver e sentir o mundo de uma maneira diferente, de uma maneira sagaz. Agora tudo está muito claro em sua mente, e nenhuma emoção perfeita atrapalha sua concentração – ou pelo menos não deveria...
Tudo passa a depender de uma decisão: escutar um último e fraco suspiro de seu coração ou seguir seus instintos e dar continuidade à missão para qual foi treinada. De uma maneira ou de outra, Tally vai mudar para sempre seu destino e, como de costume, vai provar que não é como os outros.

Depois de Feios e Perfeitos, Especiais conclui a trajetória de Tally Youngblood (ainda que Extras seja o último volume, parece que ele não traz Tally como protagonista). E, como aconteceu com os dois livros anteriores, é praticamente impossível largar esse aqui antes de chegar ao final.

Desde Feios, Tally começou uma revolução que não pode ser ignorada ou simplesmente abandonada, e isso requer certa maturidade de sua parte.

Maturidade é uma palavra que se encaixa muito bem no contexto do livro. Ao longo da leitura, é possível perceber um amadurecimento gradativo de Tally perante tudo o que acontece ao seu redor. Ela se percebe frente a frente com tudo o que conseguiu alcançar com sua ousadia, todas as mudanças no mundo e escolhas que precisa fazer.

A narrativa de Scott Westerfeld continua deliciosa, e o enredo, surpreendente. Mais uma vez, o texto nos instiga a fazer uma série de questionamentos, a analisar mais a fundo certos conceitos que já vinham sendo desenvolvidos nos outros dois livros. Um deles é a liberdade; até que ponto os seres humanos sabem lidar com ela? Percebemos que aqui, liberdade pode significar uma tendência a retornar a padrões antigos dos Enferrujados, e que a fronteira entre progresso e retrocesso é frágil e – por que não? – repleta de falhas.

Especiais nos leva a conhecer um pouco mais da tão temida Circunstâncias Especiais e o papel que ela representa. Ao ser dominado pelo sentimento de superioridade e ao considerar medíocre tudo (e todos) que não esteja à altura de si, a figura de um Especial retrata o ser humano em sua essência (claro que de forma mais exagerada). Afinal sabemos que o egocentrismo e a necessidade de dominação são aspectos inatos do homem (e dos animais como um todo).

O interessante é que, se olharmos mais de perto os Perfeitos, os Especiais, os Enfumaçados, os aldeões das tribos, percebemos que cada um deles apresenta determinado aspecto do ser humano em demasia e ausência completa de outros aspectos. E concluímos que, ao que parece, os Feios são o grupo que une todos os aspectos de maneira mais equilibrada (ainda que expostos a tantas influências exercidas pelos outros grupos), fato que os tornaria quem sabe até mais poderosos que os demais.

Para não dizer que nada no enredo me irritou, muitas vezes me vi achando um saco a atitude de Tally em relação a Shay (“sim, chefe; não, chefe”). Mas isso também não deixa de ser um indício do crescimento interno de Tally, uma vez que reconhece alguém que em dada situação é mais experiente e, portanto, merece ser ouvido.

Já me alonguei muito nesse texto, e a conclusão não poderia ser mais óbvia: Especiais (assim como todos os livros da série) merece ser lido com entusiasmo e ser motivo de reflexão e revisão de conceitos. Recomendadíssimo em absoluto!

Título: Especiais
Título original: Specials
Autor(a): Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
Edição: 2011
Copyright original: 2006

LEIA A RESENHA DE FEIOS
LEIA A RESENHA DE PERFEITOS

12 de abril de 2011

Perfeitos - "Uma narrativa de tirar o fôlego" (Booklist)

Finalmente, Tally é perfeita. A cirurgia foi um sucesso, sua vida em Nova Perfeição é ótima e a fama de feia rebelde fez dela uma celebridade! Mas, quando ela não consegue ver nenhum defeito em sua nova fase, um enfumaçado aparece e faz com que Tally se lembre de tudo...
Agora, Tally terá de enfrentar seu maior desafio e entender que, no mundo de Feios, nem sempre a aparência condiz com a realidade.

Se Feios é um livro e tanto e acaba deixando todos os leitores se mordendo de curiosidade, Perfeitos não fica atrás! O livro começa já em um ritmo acelerado, aumentando gradativamente ao longo da leitura. “Eletrizante” (ou, por que não “borbulhante”?) é a palavra ideal para defini-lo!

O que acontece quando ser perfeito não basta?
Durante toda a narrativa, o livro trata de responder a pergunta acima, criando conflitos que envolvem o leitor e dão margem a reflexões, tal qual seu antecessor. Confesso que é bastante difícil resenhar Perfeitos sem cair nos malditos spoilers, o que fará desta resenha um pouco “incompleta”, a meu ver.

Ao considerar tudo em seu estado mais perfeito, a única “preocupação” existente em Nova Perfeição são as inúmeras e badaladas festas, os artifícios um tanto bizarros para adornar a própria fisionomia, as cirurgias desnecessárias e com fins unicamente estéticos, as 1001 estripulias para fazer com que a sensação “borbulhante” se prolongue... Quando os habitantes de Nova Perfeição tanto se assemelham à nossa sociedade em seu aspecto de acomodamento perante o mundo e perante eles mesmos, Tally é o outro lado disso tudo, é o “olho” que consegue verdadeiramente enxergar o que se passa, a verdade além das aparências. Sim, Tally agora é perfeita, mas isso não quer dizer que tenha perdido sua essência de feia. Tally questiona e, com isso, nos faz questionar. Há momentos, inclusive, em que nos perguntamos se o que é tido como “melhor” é realmente o melhor. Um exemplo é uma conversa entre a Dra. Cable e Tally, em que a primeira explica à segunda as razões pelas quais a sociedade em Nova Perfeição é “melhor” em relação aos Enferrujados e aos Enfumaçados. Ao ler o trecho abaixo, é inevitável não nos desenvolvermos uma série de questões em nossas próprias cabeças (e inclusive percebermos que há certa verdade nas palavras da Dra. Cable):

Nós estamos sob controle, Tally, graças à operação. Largados à própria sorte, os seres humanos são uma praga. Eles se multiplicam sem controle, consomem todos os recursos naturais, destroem tudo em que botam as mãos. Sem a operação, os seres humanos sempre se tornam Enferrujados.
- Na Fumaça isso não acontece.
- Pare para pensar, Tally. Os Enfumaçados desmatavam suas terras, matavam animais para comer. Quando chegamos, eles estavam queimando árvores.
- Não eram muitas.
- E se existissem milhões de Enfumaçados? Bilhões deles, num curto espaço de tempo? Fora das nossas cidades controladas, a humanidade é uma doença, um câncer num corpo chamado mundo. (...)

Este é um ponto muito positivo desse livro, e da série como um todo: o de trazer à tona temas que muito dizem sobre o mundo e a sociedade em que atualmente estamos inseridos, e assim provocar questionamentos da parte dos leitores. Ressalto, ainda, que o livro fala a um público amplo, que vai desde os pré-adolescentes (se é que este termo ainda pode ser considerado hoje em dia) até os jovens adultos (principalmente, mas não necessariamente detendo-se neles), com uma linguagem simples e um enredo suficientemente maduro para agradar a toda essa faixa. Fazer com que tais tipos de reflexões e ideias entrem em ebulição na cabeça dos mais jovens é realmente um ponto mais que positivo e que não pode passar despercebido, principalmente em tempos em que Big Brother é tido como entretenimento – e tem audiência.

O livro revela algumas surpresas, achados que não comentarei para não estragar leituras ainda não começadas ou concluídas (apesar de que acho difícil que alguém que visita o blog ainda não tenha lido Perfeitos, mas ainda assim...).

Os conflitos e a confusão de sentimentos que atingem a protagonista é algo interessante – e angustiante. A culpa que carrega por se considerar a causa da queda da Fumaça, os sentimentos por Zane e David, a amizade conflituosa e cheia de mágoas com Shay, a tal da “cura”. E mesmo em um turbilhão de acontecimentos, a força de Tally se destaca. Mesmo sendo parte de um grupo de jovens com ideais semelhantes, nos deparamos com a desistência de Péris em determinado momento, provando que sair da zona de conforto requer força e determinação, principalmente quando se vive em um mundinho perfeito (e egocêntrico), onde não há motivação para lutar por um ideal maior que o próprio indivíduo.

Perfeitos é um livro para se deliciar do começo ao fim (e para querer morrer de curiosidade novamente em relação à continuação). Para pensar, para torcer pelos planos de Tally e seus amigos e, quem sabe, para nos curarmos nós mesmos desta capa que nos cobre os olhos e nos impede de enxergar o que realmente importa.

Título: Perfeitos
Autor(a): Scott Westerfeld
Publicação original: 2005


LEIA A RESENHA DE FEIOS
LEIA A RESENHA DE ESPECIAIS

15 de fevereiro de 2011

Estrela Píer - O tempo, a chuva, o outro

Depois de longos meses, estou de volta aqui no blog! Abaixo escrevo sobre um livro que li há meses e que é queridinho de todas as blogueiras literárias por aí. Trata-se de Estrela Píer, de Kamila Denlescki.

Em meio à onda Crepúsculo, devo confessar que, de início, o livro não me chamou atenção; parecia só mais uma história de amor proibido, vilão que é mocinho (ou mocinho que é vilão, como preferirem), e algo de macabro permeando os acontecimentos. De fato, Estrela Píer tem todas estas características, mas a obra não é tão previsível, e segue caminhos que chegam a surpreender e deixar um gostinho de “quero mais”.

O livro narra, em primeira pessoa, a história de Lucia Píer Eli, garota amante de literatura e que trabalha na biblioteca de uma escola. Sua vida com a avó e a irmãzinha parece normal e insossa, até que vence um concurso para conhecer o astro juvenil Richard Clevehouse em Londres.

O desenrolar da paixão entre Lucia e Richard é algo gostoso de ler, divertido, e é impossível não torcer por eles. O clima de tensão e perseguição se mostra presente durante todo o tempo, dando ao livro certo ritmo e fazendo com que não se torne entediante. Além disso, Londres e Santorini como background dos acontecimentos dá um colorido a mais e, ao mesmo tempo, uma sensação etérea, como se tudo estivesse perdido em algum lugar entre sonho e realidade.

É interessante ver como a autora dá um toque de ficção científica à história, o que vi como positivo mesmo que, em vários momentos, sentisse falta de algo mais aprofundado sobre o tema. Finalizei o livro com muitas perguntas que não foram respondidas e, de fato, o livro termina de uma forma que sugere que a história ainda não chegou ao final. A percepção que tive é a de que o livro foi concebido já com planos de uma possível continuação. É inevitável não ficar curioso quanto ao futuro de Lucia e Richard e, se me perguntarem, diria que tenho vontade/curiosidade de ler uma “parte II” disso tudo; porém gostaria que mais detalhes tivessem sido esclarecidos e que mais respostas tivessem sido dadas.

Recomendo o livro, acho que está super dentro do molde para o público pré-adolescente e adolescente. A linguagem é simples e a leitura flui de forma nada cansativa, além do livro possuir diversas características que, em minha opinião, fazem com que o público se identifique facilmente.

Não posso deixar de comentar que a Kamila é uma fofa (recebi o livro autografado por correio há muitos meses atrás e peço sinceras desculpas por publicar a resenha somente agora). Aliás, o breve texto sobre a autora na aba do livro ganha a simpatia de quem o lê no mesmo instante.

Finalizo o post dizendo que torço pela carreira da Kamila. E tenho certeza de que não são poucos os leitores que aguardam ansiosamente por uma continuação de Estrela Píer!

Título: Estrela Píer
Autor(a): Kamila Denlescki
Publicação original: 2009

6 de maio de 2010

Feios

FEIOS me chamou a atenção, primeiramente, pelo título. Postei anteriormente a sinopse aqui no blog, mas não aguentei de curiosidade e tive que encaixar o livro na minha fila de leitura – furando a fila, diga-se de passagem. Eu sei, a resenha está imensa; os pensamentos começam a surgir e as palavras borbulham, é difícil controlar! Por isso, agradeço desde já quem tiver a paciência de ler até o fim!

Tally Youngblood é feia. Não, isso não significa que ela seja alguma aberração da natureza. Não. Ela simplesmente ainda não completou 16 anos. Em Vila Feia, os adolescentes ficam presos em alojamentos até o aniversário de 16 anos, quando recebem um grande presente do governo: uma operação plástica como nunca vista antes na história da humanidade. Suas feições são corrigidas à perfeição; a pele é trocada por outra, sem imperfeições ou – nem pense nisso – espinhas; seus ossos são substituídos por uma liga artificial, mais leve e resistente; os olhos se tornam grandes; e os lábios, cheios e volumosos. Em suma, aos 16 anos todos ficam perfeitos.
Tally mal pode esperar pelo seu aniversário. Depois da operação, vai finalmente deixar Vila Feia e se mudar para Nova Perfeição, onde os perfeitos vivem e se divertem (o tempo todo).
Uma noite, ela conhece Shay, uma feia que não está nem um pouco ansiosa para completar 16 anos. Pelo contrário: Shay pretende fugir dos limites da cidade para ir viver na Fumaça, um grupo/comunidade de fugitivos, e sobreviver retirando seu sustento da natureza.
Para Tally, isso é uma maluquice. Quem iria querer ficar feio para sempre ou se arriscaria a voltar para a natureza e queimar árvores para se aquecer, em vez de viver com conforto em Nova Perfeição e se divertir à beça? Mas, quando sua amiga desaparece, os Especiais, autoridade máxima desse novo mundo, propõem um acordo a Tally: se unir a eles contra os Enfumaçados ou ficar feia para sempre. A escolha de Tally irá mudar o mundo ao seu redor, mas, principalmente, ela mesma.

Confesso que as primeiras páginas não foram tão interessantes e animadoras quanto eu esperava. Até cheguei a ter a sensação de que seria tudo “adolescente demais”. Realmente me pareceu um livro mais voltado a adolescentes, mas não é nem um pouco restrito a esse público. Conforme ia avançando na leitura, a história ganhava mais corpo e me atraía mais.

O cenário é futurista e nos deparamos com objetos inimagináveis, como anéis de interface e pranchas voadoras, permitindo que a imaginação voe alto ao ler cada linha. Algumas passagens, no entanto, podem parecer um pouco confusas. Refiro-me aos acontecimentos durante as viagens dos personagens, que algumas vezes mostram-se meio difíceis de serem imaginados, dando a sensação de que a imagem que fazemos não é exatamente o que o autor quis dizer com a respectiva descrição. Mas são só detalhes, nada que atrapalhe a leitura. Aliás, devo dizer que a leitura é bem simplificada e nada cansativa; o mundo no qual os personagens estão inseridos é acompanhado por explicações simples e coerentes acerca do funcionamento das coisas.

Gostei dos personagens principais, porém fiquei com a sensação de que a trama não me permitiu que os conhecesse muito bem. Não sei se foi só uma sensação, mas senti que faltou algo em relação a eles, talvez sentimentos e pensamentos mais elaborados, não sei. Algumas coisas que pensei a princípio depois se mostraram errôneas, e ao final não consegui formar uma opinião concreta a respeito de cada um deles. Imagino que nos próximos volumes da série haverá mais da essência dos personagens. Mas este foi só um comentário bem particular, não se trata exatamente de um ponto negativo, foi uma impressão que tive e não sei se é provável que mais alguém compartilhe dela.

melhor característica do livro, a cereja do bolo, são as reflexões que ele provoca e as múltiplas questões que ele desperta. Até que ponto a evolução realmente significa evolução? Por um lado, o evoluído mundo mostrado no livro é altamente sustentável, as necessidades parecem ser sempre satisfeitas, e não há motivo aparente para guerras, desentendimentos ou sentimentos medíocres. Apesar de tantas vantagens, tudo se torna obsoleto com imensa facilidade, desde os mais simples objetos até sentimentos e relações, e inclusive as próprias pessoas. Se algo não tem mais utilidade, é descartado. O desapego é tanto que as pessoas não se importam em perder seus traços de nascença, se isso lhes garantir a perfeição. Auto-estima é algo inexistente e, sem possuir uma base sólida, construída através de valores e confiança, as pessoas passam a apoiar-se no status, na aparência, no “ter” na pele de um falso “ser”. E será que tudo isso está só nas páginas do livro?

Outro ponto interessante que podemos notar (e pensar sobre) é a questão da alienação. Em um pequeno diálogo entre Tally e Shay, isso é bem evidente:
– É tudo tão grandioso – murmurou Tally.
– É isso que ninguém percebe lá de dentro – disse Shay. – Como a cidade é pequena. Como eles têm de manter a pequenez de todos para que permaneçam presos.
Os perfeitos (e os feios na ansiosa espera por tornarem-se perfeitos) são manipulados de forma a acreditar que só existe um modo de vida – perfeito, por sinal –, e que não há nada diferente daquilo que conhecem. O mundo se restringe aos limites do que é conhecido por eles. E quando há alienação não há poder de escolha; a existência de possíveis opções é ignorada por todo mundo, ou quase. Pensando nisso, é possível comparar Feios com o filme A Vila, guardadas as devidas proporções. No filme dirigido por M. Night Shyamalan, uma comunidade vive isolada, com seus costumes, tradições, hierarquias e um modo de vida um tanto ultrapassado. Um pequeno grupo representa a autoridade máxima lá dentro, criando artifícios baseados no medo para que a comunidade e o modo de vida sejam intocados, ocultando de todos os habitantes (portanto, mantendo-os alienados) o fato de que fora da comunidade existe um mundo muito mais avançado, uma realidade totalmente diferente da vivida por eles. Essa comunidade do filme parece estar em uma época distante (tipo séculos passados) e ignora completamente que, na verdade, está inserida em um mundo como o atual.

Também é possível perceber em Feios alguma semelhança com o Mito/Alegoria da Caverna , de Platão, que conta mais ou menos o seguinte:
Existem alguns prisioneiros em uma caverna, acorrentados nela desde o seu nascimento. Eles estão presos de tal forma que tudo o que enxergam são sombras projetadas na parede diante deles. As sombras são reflexo de uma fogueira localizada atrás, na parte superior. Como tudo o que os prisioneiros conhecem são as sombras, eles acham que aquela é toda a realidade que existe. Um dos prisioneiros consegue se soltar e sair da caverna. Fica encantado com a realidade, percebendo que foi iludido completamente pelos seus sentidos dentro da caverna. Agora ele estava diante das coisas em si, e não de suas sombras. Diante do conhecimento, retornou à caverna e contou para os demais prisioneiros o que havia visto. Eles não acreditaram, e preferiram continuar na caverna, vendo e acreditando que o mundo é feito de sombras.
O Mito da Caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo. E aí entra a questão da essência X aparência. Em um resumo bem esdrúxulo, a realidade estaria no mundo das ideias (essência), porém a maioria dos indivíduos vive na ignorância, no mundo ilusório das coisas sensíveis (aparência), das imagens. Desta forma, as coisas que nos chegam através dos sentidos (tato, visão, audição, etc), são apenas as sombras das ideias. Quem estiver preso apenas ao conhecimento das coisas sensíveis não poderá alcançar o mundo das ideias (conhecimento inteligível). No livro, Tally e Shay conseguem sair da “caverna”, representada pela crença de que a vida em Nova Perfeição é a única realidade existente. E então surgem em nós, leitores, as perguntas: “o que fazer com a nova realidade descoberta? Como ‘abrir os olhos’ dos demais?”.

O livro também nos faz questionar sobre até que ponto as autoridades são absolutas e podem/devem interferir nas escolhas de cada indivíduo. A questão da manipulação... E os padrões impostos por meios externos (a mídia, por exemplo)... E a sociedade de massa... E a ideia de sermos observados todo o tempo... Etc, etc... Enfim, o livro dá margem a discussões variadas e consegue exitosamente unir entretenimento e reflexões mais profundas de forma simples e leve. Feios é para os leitores que querem ir além, enxergar o que está implícito na trama, fazer comparações e questionamentos; mas Feios também é para os que desejam apenas uma leitura descompromissada, leve e divertida. É um livro que pode ser lido e encarado de formas distintas. Inclusive, comparam-no a 1984, de George Orwell; embora ainda não o tenha lido, achei interessante a comparação.

Feios certamente fará com que os leitores fiquem instigados a ler o próximo livro da série (a menos que o leitor não tenha gostado mesmo do livro). Seja pelas tantas questões que parecem ser deixadas em aberto acerca da própria trama e dos personagens, seja pelo final que “não parece um final” (e confesso que deu uma raivinha por ter terminado justo naquela hora)... A história não é concluída neste primeiro volume, o que pode ser um tanto frustrante, mas, nesse caso, só nos resta esperar pelo próximo livro da série.

Título: Feios
Autor(a): Scott Westerfeld
Publicação original: 2005

LEIA A RESENHA DE PERFEITOS
LEIA A RESENHA DE ESPECIAIS

22 de abril de 2010

SINOPSE: Feios - Scott Westerfeld


"Em um mundo de extrema perfeição, ser normal é feio."

Originalmente lançado em 2005, Feios (o primeiro livro da série), foi lançado este ano no Brasil pela editora Galera Record. Eu não conhecia nada sobre o livro, apenas me chamou a atenção o lugar de destaque que tem ocupado nas livrarias recentemente. O título despertou minha curiosidade e me levou a ler a sinopse e a dar uma breve vasculhada nas páginas. Estou bem interessada em lê-lo, mas confesso que também estou com um leve receio de me decepcionar. Mas é só um receio; não devo (e não vou) fazer julgamentos precipitados.

Em Vila Feia, no aniversário de 16 anos, os adolescentes passam por uma operação plástica como nunca vista antes na história da humanidade, deixando-os perfeitos. Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu aniversário. Depois da operação, vai finalmente deixar Vila Feia e se mudar para Nova Perfeição, onde os perfeitos vivem e se divertem o tempo todo.
Então, ela conhece Shay, uma feia que não está nem um pouco ansiosa para completar 16 anos. Shay pretende fugir dos limites da cidade e se juntar a um grupo de foras-da-lei que sobrevive retirando seu sustento da natureza. Mas, quando Shay desaparece, Tally irá conhecer um lado totalmente diferente desse mundo perfeito.

Sobre o autor:
Nascido no Texas, Scott Westerfeld é autor de diversos romances aclamados para adultos e jovens, entre eles Tão Ontem, Os Primeiros Dias, e a série Feios, best seller do New York Times.

Saiba mais:
Site da série Feios
Página do livro no Skoob

23 de fevereiro de 2010

Saga Crepúsculo: opinião controversa


Primeiramente, para falar sobre a saga Crepúsculo, percebo ser correto considerar dois fatores importantes. O primeiro deles é que a saga em questão consiste em literatura bastante comercial. Este é um ponto fundamental na hora de se chegar a um parecer em relação a um livro: ater-se ao que ele originalmente propõe. Os livros da saga Crepúsculo são de fácil leitura, e devem ser encarados como ferramenta de entretenimento, e só. Estes livros têm tudo para agradar a maioria dos leitores (dentro do público-alvo estabelecido) e facilmente os transformam em fãs. O segundo fator a ser considerado é justamente a questão do público-alvo. A saga Crepúsculo é direcionada a um público específico, aconselhando-se então que a leitura seja feita sob a ótica deste. Também é importante alinhar expectativas, e não esperar coisas que não estejam de acordo com o universo do público em questão. Não adianta um adulto ler um livro direcionado a adolescentes e esperar que o conteúdo seja totalmente pertinente a ele, adulto; o resultado será um leitor decepcionado, que não enxergará possíveis pontos positivos na obra. Tendo estes dois fatores em mente, podemos então discutir sobre a saga que rendeu fama à autora Stephenie Meyer.

Ao contrário de muitas pessoas, eu nunca havia lido sequer uma página de Crepúsculo até ver o filme. Mesmo o filme, assisti-o no Telecine, ou seja, bem depois de ter saído dos cinemas. Gostei do filme (claro, dentro de sua proposta), e depois, curiosa, fui conferir Lua Nova. Então surgiu o interesse nos livros, a curiosidade de saber o porquê de tamanho sucesso.

SINOPSE
Dada a popularidade da saga, todos já devem conhecer de que se trata. Isabella Swan muda-se para a cidade de Forks, que nunca lhe agradou, para viver com o pai. Apesar de chamar a atenção de todos na escola, ela é uma garota reservada e um tanto desajeitada. Para dar uma temperada na vida insípida da cidade, Bella apaixona-se por Edward Cullen, um vampiro “vegetariano” que retribui seus sentimentos e que tem irresistível sede pelo sangue da garota, o que faz com que exercite um forte auto-controle. O estilo “amor proibido” está sempre presente a cada livro da saga, assim como as situações em que Bella encontra-se exposta a grandes perigos devido a sua proximidade com os Cullen.

IMPRESSÕES
Se eu demonstrasse minhas impressões sobre os livros da saga Crepúsculo em um gráfico, este seria repleto de altos – ou melhor, médios – e baixos. Ler o primeiro livro, Crepúsculo, foi uma experiência um pouco monótona, entediante, até. Confesso que cheguei a ficar irritada com o decorrer dos acontecimentos e diálogos entre as personagens. Motivo: muita repetição e sensação de lerdeza, as coisas nunca saíam do lugar.

Lua Nova me animou um pouco, e devo este fato à relação Bella-Jacob. A história pareceu ter um pouco mais de vida, um pouco mais de ação, apesar de continuar a apresentar pontos negativos como, por exemplo, as páginas em branco respectivas aos meses logo após a partida de Edward. Estes meses que a autora preferiu deixar em branco poderiam ser abordados com a profundidade merecida, até para mostrar facetas de Bella ainda não reveladas, mais como uma tentativa para que a personagem fosse mais elaborada e coerente. Contudo, achei que a partir do segundo livro as coisas finalmente iriam engrenar, mas ao ler Eclipse meu “gráfico de impressões” apresentou uma descida íngreme.

Defino Eclipse como um livro chato, boring, o que mais posso dizer? De novo, situações e diálogos que parecem não ter finalidade exceto nos manter presos num eterno “chove não molha”. De repente, alguns personagens resolvem contar toda a sua história de vida e amarrá-la à trama, sendo que estas histórias deveriam permear os acontecimentos desde o início. A facilidade com que se desenrolaram os momentos finais foi decepcionante, todo um planejamento para que tudo terminasse de forma tão fácil. Terminei o livro com o pensamento: “Mas, é só isso?”. Não gostei, ponto final.

Com a leitura de Amanhecer tive um certo aumento no grau de interesse e pude sentir-me mais entretida. Mas confesso que não me agradou de todo. Bella descobre os prazeres carnais (claro, somente após o casamento, né) e se descobre apreciadora “destas artes”. Edward sempre querendo ser correto, sempre cheio de cuidados, sempre cruzando a linha tênue que separa o extremamente romântico do irritante. Já habituados com o gosto de Bella pelo sofrimento, e sabendo que as conclusões acontecem com tamanha facilidade, “cozinhando” para depois serem indolores, não fica difícil saber como a história se desenvolverá e como será finalizada.

PONTOS POSITIVOS X PONTOS NEGATIVOS
Uma adolescente comum, cheia de conflitos, um príncipe encantado que ultrapassa a perfeição (e que se derrete pela adolescente comum, com quem é extremamente protetor), romantismo (e palavras doces, e promessas de amor), e um ingrediente especial: vampiros, que são seres naturalmente sedutores e possuidores de dons incríveis. É uma receita conhecida que funciona, e nem por isto deixa de ser boa. Um romance proibido aliado a elementos obscuros é instigante e não há como não se deixar envolver. A ideia da trama é acertada dentro de seu público-alvo, mas poderia ser bem melhor trabalhada e, inclusive, melhor escrita (em minha humilde opinião de leitora). O universo da história poderia, desde o primeiro livro, ser construído de forma mais sólida. A cada livro, surge (do nada) um fato de extrema importância que não havia sequer sido mencionado anteriormente, cuja função parece ser apenas a de chegar aos “finalmentes”, deixando um pobre rastro de explicações no decorrer da saga. Parece que a autora precisou desesperada e continuamente criar elementos novos, e foi tentando costurá-los, nos mostrando um universo mal elaborado, que apresenta “remendas” para que a continuação tenha sentido. À aparição destes elementos/acontecimentos, na tentativa de integrá-los à trama e amenizar a impressão de que apareceram do nada, são atreladas justificativas quaisquer, pouco ou nada convincentes, e que tendem a deixar o leitor com uma grande lacuna e muitas perguntas sem resposta ao término do último livro. Outra característica negativa, e que nem é necessário ler todos os livros da saga para notá-la, são os diálogos. Salvo alguns realmente importantes para o entendimento do livro, muitos outros diálogos lá existem sem razão de ser, num “lenga-lenga” cansativo e sem-graça.

(Ouvi dizer que haveria mais um livro da saga, Midnight Sun, e que seria algo como a versão de Edward para os acontecimentos do primeiro livro, Crepúsculo. Porém, ainda não se sabe se será mesmo lançado futuramente. Como leitora curiosa que sou, confesso que, se houver mesmo um quinto livro, é provável que eu o leia. Este é um dos males, ou não, das sagas: é geralmente difícil abandoná-las ao meio.)

PARA CONCLUIR
Em suma, os livros da saga Crepúsculo estão longe de estar entre os meus mais apreciados. Mas devo dizer que, apesar dos pontos negativos que percebi durante a leitura, estes livros foram leves e fáceis de ler, e me senti entretida enquanto os lia. Desta forma, também estão longe de ser uma leitura extremamente tediosa e insuportável. Estão bem ali, no meio-termo, e às vezes chego a achar que eles não merecem todo este alarde que tem sido feito. Enfim, é só uma opinião.

Já no cinema, gostei do resultado. Aliás, este foi um dos casos raríssimos em que gostei mais dos filmes que dos livros, pois achei que não deixaram a desejar em nada (mesmo não sendo extremamente fiéis às obras). Os filmes Crepúsculo e Lua Nova me prenderam, e a trilha sonora, principalmente deste último, foi muito bem escolhida (ouçam A White Demon Love Song e me digam se estou mentindo... adoro The Killers =D ). E, sim, estou curiosa a respeito da versão cinematográfica de Eclipse.


Todo livro é um excelente aliado no exercício do pensamento crítico. Muita gente critica por criticar, de forma até radical, sem conhecer ou pelo simples fato do livro ter virado febre entre os leitores. Não concordo com isto, pois acredito que a crítica deve ter por base argumentos sólidos, ainda que não sejam verdades inquestionáveis, mas que sejam realmente percebidos por quem está criticando, que façam parte de sua impressão pessoal a respeito da obra. Aliás, sou da opinião de que se deve sempre conhecer para criticar. E, finalmente, acredito na total possibilidade de apreciar algo e, ao mesmo tempo, ter suficiente discernimento para saber apontar seus pontos negativos.

Título: Crepúsculo / Lua Nova / Eclipse / Amanhecer
Autor(a): Stephenie Meyer

Publicação original: 2005 / 2006 / 2007 / 2008

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