O que fazer quando o mundo em que você vive não é o lugar a que você pertence?
Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato.
Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta. Descobre-se insatisfeito em uma posição que vinha mantendo por responsabilidade – mas também por passividade. Enquanto busca a felicidade, consciente de que escolhas precisam ser feitas e atitudes precisam ser tomadas, Ben se envolve em uma rede de mentiras da qual fica cada vez mais complicado sair.
Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato.
Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta. Descobre-se insatisfeito em uma posição que vinha mantendo por responsabilidade – mas também por passividade. Enquanto busca a felicidade, consciente de que escolhas precisam ser feitas e atitudes precisam ser tomadas, Ben se envolve em uma rede de mentiras da qual fica cada vez mais complicado sair.
Um Mundo Brilhante proporciona uma visão de camarote de quão frágeis são os aspectos que compõem a vida de uma pessoa – acontecimentos no meio familiar, emprego, relacionamentos. A pessoa em questão é Ben Bailey, mas poderia ser qualquer ser humano na face da Terra.
Fragmentos dolorosos da infância representam uma pesada carga que o personagem leva e, a partir deles, o leitor compreende que o maior problema de Ben tem apenas quatro letras: medo. E talvez seja ele, o medo, o grande responsável por fazê-lo esconder-se em mentiras que só fazem sabotar a si mesmo.
A característica que torna esta uma leitura interessante é a perspectiva bastante realista da vida. O amor é visto de maneira até pessimista, mas sem fugir da realidade. Quando o encanto termina, sempre ficam restos com os quais nem sempre é fácil lidar.
Hoje, o anel de noivado havia se tornado um lembrete constante da maior promessa que ele havia quebrado.
O preconceito e o descaso com a população indígena são abordados – de leve. A questão do crime contra o jovem indígena apenas permeia a história. O foco está mesmo nos conflitos pessoais do protagonista.
A narrativa é bastante envolvente. No entanto, o aspecto introspectivo se faz bem presente, a ação nem sempre é óbvia, o que pode não agradar alguns leitores. Além disso, não estamos diante de uma história de amor e muito menos de um suspense policial. Os dois aspectos apenas acompanham um protagonista que transita na desordem em que se tornou sua vida.
O leitor não deve esperar um final surpreendente, pois, assim como na vida real, nem tudo é feito de surpresas e acontecimentos mirabolantes. Mas pode – e certamente irá – pensar nos rumos tomados pelo protagonista. Este, ironicamente, tem plena consciência do caminho que deve seguir, embora seja ele mesmo o elemento que dificulta a concretização de suas verdadeiras escolhas.
Leitura recomendada aos que gostam de narrativas mais voltadas para um aspecto psicológico, para as questões internas dos personagens. Já aos que se entediam facilmente na falta de grandes reviravoltas ou de um ritmo mais intenso, não aconselharia.
Título: Um Mundo Brilhante
Título original: This Glittering World
Autor(a): T. Greenwood
Editora: Novo Conceito
Edição: 2012
Ano da obra: 2011
Páginas: 336










